Caiu na Área #53 – E se a Libertadores fosse pra todas as Américas? | FUTIRINHAS

Caiu na Área #53 – E se a Libertadores fosse pra todas as Américas?

Via DiBico 

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A Copa Libertadores da América é o grande sonho de consumo dos clubes brasileiros. O torneio é tradicional e charmoso, tem os estádios pegando fogo, a garra e catimba dos hermanos, os jogos na altitude, o Centenário lotado, a Bombonera, o talento refinado dos brasileiros. Enfim, não faltam temperos ao maior torneio continental sul-americano.

A importância da Libertadores é inquestionável, mas um fato vem sendo discutido há algum tempo aqui no Brasil: a valorização e organização da Copa. Os direitos televisivos são relativamente baixos, levando-se em conta a importância do torneio. As cotas de premiações chegam a ser ridículas se comparadas com a Uefa Champions League. Claro que a UCL terá cifras bem maiores. A intenção não é igualar ou sequer aproximar os valores, é só ilustrar a insignificância dos nossos números. Veja:

Além da disparidade econômica, outro fator que incomoda os amantes do futebol é a desorganização da Conmebol, que é capaz de permitir atos como o abandono de campo de uma equipe em plena final de campeonato. A Conmebol, comandada porNicolas Leoz há 26 anos, elegeu, recentemente, Leoz como presidente vitalício. Convenhamos, uma entidade dessas não pode ser levada a sério. O cara já tem 84 anos, como acompanhar a evolução do futebol moderno?

Tratando especificamente da Copa Libertadores da América, as esperanças para uma revolução na competição, com cifras maiores, direitos de TV multiplicados e organização a nível de UCL, passa pela presença dos norte-americanos na competição e na organização.

Por isso tudo, resolvemos trazer para a nossa coluna E se… a ideia de uma competição continental para todas as Américas. A Uefa Champions League dá oportunidade de participação a todos os países europeus, e até outras nações próximas do Velho Continente, como Israel e Cazaquistão, independentemente de questões políticas e presença na União Europeia.

O DiBico organizou o torneio de forma parecida com a UCL. Separamos as eliminatórias das ligas mais fracas e também inserimos eliminatórias de vagas indiretas, como já acontece na Libertadores. E a diversificação de países além de democrática, é muito divertida.

Acompanhe:

1ª Fase – Eliminatórias do Caribe – 2 vagas para a fase de grupos

Inserimos na disputa todos os países do Caribe inscritos na CONCAFAF e que possuem ligas nacionais. Não foi possível identificar o nível de todas, mas identificamos, no mínimo, a presença de uma liga organizada pela federação local. Organizamos alguns confrontos de forma geográfica, para facilitar as viagens, e os vencedores foram determinados pelo ranking FIFA de seus países e também pela nossa percepção de força da liga local. Veja:

1ª Fase – Eliminatórias da América do Norte e Central – 2 vagas para a fase de grupos

 1ª Fase – Eliminatórias da América do Sul – 3 vagas para a fase de grupos

Com as eliminatórias regionais, encerramos a primeira fase (a chamada Pré-Libertadores), antes de adentrarmos à fase de grupos, vamos à divisão dos países que tem mais de uma vaga, seja direta ou indireta. O critério é o ranking FIFA e as ligas locais.

A partir dessa divisão, simulamos um sorteio dos grupos e o resultado são chaves mais fortes que os atuais da Copa Libertadores, dos 8 grupos, pelo menos 6 são considerados “grupo da morte”, nos quais não dá pra cravar facilmente os classificados.

Dessa forma, temos, adicionalmente, sete países na fase de grupos. Ou seja, aumenta-se o alcance da competição em audiência e o interesse internacional pela competição. A MLS (Major League Soccer), liga de futebol dos Estados Unidos, está em ascensão, a média de público já é superior à do Brasileirão, e o dinheiro dos clubes somado a oportunidade de morar na midiática “América” tem levado alguns craques do futebol mundial para o socceramericano, como Henry, Beckham e Juninho Pernambucano.

Além disso, como já dizemos, seria de suma importância a presença dos americanos na organização do torneio. Não precisamos nos esforçar para pensar em exemplos de eventos esportivos bem sucedidos nos Estados Unidos, NBA, NFL, MLB são eventos nacionais, com alcance mundial e valores de grandes torneios internacionais, como a Copa do Mundo.

O futebol sul-americano revela craques e bons jogadores, com toda a certeza atrairia as atenções do público, e do mercado europeu se tivéssemos uma liga continental mais organizada. Tal interesse motivaria transmissões de TV, que aumentariam as cotas de participação, e, consequentemente, os patrocínios dos clubes.

Para tornar esse formato viável, a competição teria que ser readequada, de forma a ser disputada durante toda a temporada, para que as viagens não desgastem as equipes de forma excessiva.

E as viagens serão um dos fatores a serem reclamados por quem tem má vontade com a ideia. Mas, se pesquisarmos, veremos que a viagem mais longa, nesta hipotética fase de grupos, seria de 9.054 km, num trajeto de Montevidéu a Toronto. Os sorteios da Libertadores de 2013 poderiam ter proporcionado o trajeto Montevidéu – Tijuana, que seria mais longo que o de Montevidéu a Toronto, de acordo com o site http://pt.thetimenow.com/, pois a distância aérea para a cidade canadense é menor.

Bom, para quem tem má vontade ou não tem seus interesses atendidos, a competição será inviável de todas as formas, arrumarão justificativas infundadas e provavelmente recusarão ouvir/ler todos os contra-argumentos. Mas o futebol brasileiro, principalmente, precisa buscar novas fontes de renda e valorizar seu produto, pois em potencial é o maior do continente. Nos gabamos de disputar jogadores com o mercado europeu, mas lá as rendas e premiações são muito superiores. Diante desse desequilíbrio, fica a dúvida de como vamos manter essa política de disputa com os europeus pois, popularmente falando, as contas não batem, a diferença de valores é muito superior. Dificilmente sustentaremos essa “briga” por muito tempo, ou evoluiremos nela.

A competição continental, se quisessem, seria viável e rentável para todos os clubes. No entanto, infelizmente, é uma utopia devido ao atual contexto da nossa ultrapassada Conmebol. Não tenha dúvidas, que ideias como essa são discutidas por pessoas como eu e você, aqui, num boteco ou num churrasco. Quem realmente pode mudar essa história nunca sentou pra debater um assunto desses.

Uma pena, o torneio homenageia em seu nome, os líderes da independência dos países sul-americanos, e hoje está nas mãos de simpáticos a governos autoritários, homens que arrepiam ao ouvir a palavra democracia.

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