10 jogadores aposentados que ainda deixam saudade

Via Doentes por Futebol

Quantas vezes já ouvimos um fã de futebol mais velho se referir com saudade a jogadores como Pelé, Zico, Maradona e outros, colocando-os sempre num patamar acima dos craques da atualidade? Esse saudosismo, quase sempre criticado pelos que começaram a acompanhar o esporte há pouco tempo, é mais comum do que se pensa. Para citar um exemplo com um jogador mais “atual”: quem não gostaria de ver Ronaldo Fenômeno de volta aos campos?

Muito do charme do futebol reside na sua incrível capacidade de renovação. Jogadores consagrados se aposentam ao mesmo tempo em que surgem futuras estrelas. Mesmo assim, é impossível não sentir saudades de alguns gênios que já penduraram as chuteiras. A lista abaixo traz dez dos jogadores aposentados nos últimos dez anos que mais fazem falta ao futebol mundial:

10 – Peter Schmeichel

Presença constante em qualquer lista de melhores goleiros de todos os tempos, Peter Schmeichel pôs fim a uma vitoriosa carreira na temporada 2002/2003, atuando pelo Manchester City. Mas foi no maior rival dos Citizens, o Manchester United, que o dinamarquês viveu os seus melhores momentos no futebol. Entre outros títulos, conquistou cinco Campeonatos Ingleses, três Copas da Inglaterra, uma Liga dos Campeões da Europa e um Mundial Interclubes pela equipe. Goleiro seguro, de reflexos rápidos e excepcional no mano-a-mano com o atacante adversário, também destacava-se pela vibração no campo. Gritava e gesticulava sempre com os companheiros de equipe. Na seleção da Dinamarca, esteve presente na campanha da Copa do Mundo de 1998, onde os dinamarqueses foram eliminados nas quartas-de-final pelo Brasil, além do maior título internacional do país, a Euro 1992. Com 129 partidas pela Seleção, Schmeichel detém o recorde de jogos pela Dinamarca.

9 – Roberto Baggio

Injustamente lembrado no Brasil pelo pênalti perdido na final da Copa do Mundo em 1994, Roberto Baggio é certamente um dos maiores jogadores italianos de toda a história. Atacante com muitos recursos, driblava, finalizava bem, bom nas bolas paradas, Baggio foi um atleta extremamente técnico, tanto que foi chamado por Michel Platini de um “nove e meio”, pois era talentoso demais para ser considerado um mero “matador” e ao mesmo tempo tão artilheiro que não deveria ser visto apenas como um “garçom”. Jogou em grandes clubes, como Milan, Fiorentina e Internazionale, embora tenha sido na Juventus o seu auge, onde alcançou o posto de melhor do mundo em 1993. Vale citar sua passagem pelo Brescia, já no fim da carreira, onde foi tão adorado que o número 10 usado por ele no clube foi aposentado após sua retirada dos gramados, em 2004. Na Seleção Italiana, apesar de nunca ter disputado uma Eurocopa, foi importantíssimo no vice-campeonato da Copa do Mundo em 1994, marcando gols em todas as fases do mata-mata, exceto na final (que terminou empatada em 0×0).

8 – Fernando Redondo

Não houve muitos meio-campistas no futebol tão técnicos quanto Fernando Redondo. Sua posição era a de volante, mas, além da capacidade de marcação e bom posicionamento, tinha habilidade e passes de fazer inveja a qualquer meia armador. Redondo foi ídolo no Real Madrid, onde chegou ao ponto mais alto da sua carreira, ganhando dois títulos espanhóis e duas Ligas dos Campeões, além do Mundial Interclubes em 1998, em cima do Vasco da Gama. O argentino se aposentou no Milan, em 2005, após sofrer com diversas lesões na sua passagem pela Itália. Ainda assim, pôde colocar mais um título europeu no currículo, além de ganhar uma vez a Liga Italiana e a Copa da Itália. Pela Argentina, embora tenha disputado apenas 29 partidas na seleção, Redondo foi bem na Copa de 1994, apesar da desclassificação na 1ª fase. A história pelo país poderia ter sido mais longa se o técnico Daniel Passarella não tivesse impedido ele e Caniggia de disputarem a Copa seguinte simplesmente pelos dois terem se recusado a cortarem seus longos cabelos.

7 – Dennis Bergkamp

Ídolo no Ajax e no Arsenal, Dennis Bergkamp foi um dos maiores atacantes da sua época. Além da classe e talento com a bola nos pés, tornou-se conhecido pela frieza frente aos goleiros, sendo chamado de “Iceman” (Homem de gelo). Pelo Ajax, entre outras conquistas, ganhou um Campeonato Holandês e uma Copa da Uefa. Após uma rápida passagem pela Internazionale, onde conquistou outra Copa da Uefa, chegou ao Arsenal para escrever de vez seu nome na história do futebol. Com os Gunners, foram três campeonatos nacionais, quatro Copas da Inglaterra e quatro Supercopas Inglesas. Bergkamp também fez parte do maior time do Arsenal da história, que ficou 49 partidas invicto no Campeonato Inglês. Na Seleção Holandesa, participou de três Eurocopas e duas Copas do Mundo, com destaque para o 4º lugar em 1998.

6 – Paolo Maldini

Paolo Maldini foi um exemplo de jogador que soube se reinventar em campo e aumentar sua longevidade no futebol. Jogador de apenas um clube, assim como o pai, Cesare Maldini, disputou 902 partidas pelo Milan. Começou a carreira como lateral-esquerdo, fazendo parte do grande time montado por Arrigo Sacchi, juntamente com craques como Baresi, Van Basten e Gullit. Dotado de posicionamento excepcional, vigor físico e grande capacidade no desarme, Maldini foi deslocado para a zaga e mostrou a mesma qualidade de antes. Tantos anos no Milan renderam sete Campeonatos Italianos, cinco Ligas dos Campeões da Europa, um Mundial Interclubes, entre outros títulos. O defensor foi o jogador que mais atuou com a camisa do Milan, tendo sua camisa de número 3 aposentada no clube. Pela Seleção, integra o grupo dos atletas a disputarem mais de 100 partidas pelo país, com 127 jogos pela Itália, participando de quatro Copas do Mundo e três Eurocopas.

5 – Andriy Shevchenko

Outro grande ídolo do Milan, Andriy Shevchenko foi um dos maiores jogadores ucranianos da história. Começou sua carreira no Dínamo de Kiev, onde ganhou cinco Campeonatos Ucranianos e quatro Copas da Ucrânia, além de chegar á semifinal da Liga dos Campeões após eliminar o poderoso Barcelona nas quartas. Tanto talento fez o Milan abrir os cofres para contratar o atacante que tinha excelente finalização com as duas pernas, era forte nas bolas paradas, rápido e com bom cabeceio. Pelos italianos, marcou 175 gols, sendo até hoje o segundo maior artilheiro do clube. Além dos tantos gols, conquistou no Milan um Campeonato Italiano, uma Liga dos Campeões da Europa, além de outros títulos de menor expressão. Na Seleção Ucraniana, foi quem marcou mais gols com a camisa do país, além de ser o segundo jogador com mais partidas pela Ucrânia, estando presente no oitavo lugar na Copa de 2006, única participação dos ucranianos na competição, além da Euro 2012, onde foram país sede.

4 – Luís Figo

Melhor jogador do mundo em 2001, Luís Figo é sem dúvida um dos três maiores futebolistas da história de Portugal, junto a Eusébio e Cristiano Ronaldo. Técnico, dono de um jogo vistoso, com belos dribles, passes perfeitos e facilidade em finalizar, encantou o mundo no Sporting Lisboa e nas seleções de base de Portugal, sendo campeão europeu sub-16, vice-campeão mundial sub-18 e campeão mundial sub-20. Com os títulos, vieram o assédio dos clubes, o que fez Figo acertar com Juventus e Parma ao mesmo tempo, ficando proibido de atuar na Itália. O Barcelona se aproveitou disso e contratou o português, que ganhou dois Campeonatos Espanhóis e duas Copas do Rei, até causar a ira dos torcedores ao se transferir para o Real Madrid, onde ganhou outros dois títulos nacionais, uma Liga dos Campeões e um Mundial Interclubes. Figo ainda jogaria na Inter, onde mesmo longe do auge, venceu quatro Campeonatos Italianos e uma Copa da Itália. Por Portugal, é o jogador com mais partidas pela seleção nacional, com 127 jogos, participando das Copas do Mundo de 2002 e 2006, e das Eurocopas de 1996, 2000 e 2004.

3 – Romário

Um gênio da grande área. Essa frase resume bem a importância de Romário para o futebol. Também chamado de “Baixinho”, o brasileiro, sem dúvida um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Jogou em clubes como Vasco, Flamengo, Barcelona, PSV e Valencia, e ostenta a marca de mais de 1000 gols marcados (em contagem própria), e inúmeros artilharias de campeonatos, além do prêmio de melhor do mundo em 1994. Habilidoso nos dribles, mortal nas finalizações, bom no jogo aéreo (apesar dos seus 1,69 m), além da capacidade de realizar lançamentos e passes dignos de um meia, Romário brilhou especialmente no Vasco, onde ganhou seu único título brasileiro, e no Barcelona, onde ganhou um Campeonato Espanhol e foi eleito melhor do mundo. Nos espanhóis, também ficou famoso por grandes atuações no “Dream Team” montado por Johan Cruyff, formando grande dupla de ataque com o búlgaro Stoichkov. Na Seleção Brasileira, apesar das lesões que prejudicaram seu desempenho na Copa de 1990 e o tiraram da Copa de 1998, Romário ganhou duas Copas América, uma Copa das Confederações, uma prata olímpica e a Copa do mundo de 1994, onde fez grande competição, sendo importantíssimo para o tetracampeonato do Brasil.

2 – Ronaldo

Eleito melhor do mundo por três vezes (1996, 1997, 2002), Ronaldo é, além de um dos grandes gênios do futebol, um exemplo de superação. Convivendo com diversas lesões graves durante a carreira, o “Fenômeno” desde cedo mostrou talento no futebol, sendo convocado para o grupo do Brasil que venceria a Copa de 1994 com apenas 17 anos. Na Europa, jogou em clubes rivais como Barcelona e Real Madrid, e Internazionale e Milan. Nos três primeiros viveu seus melhores momentos no futebol, encantando os torcedores com um futebol bonito, de dribles desconcertantes, arrancadas mortais e finalizações precisas. Após duas graves lesões nos joelhos, perdeu parte da explosão, mas mesmo assim continuou entre os melhores do mundo. No Brasil, jogando por Cruzeiro, no início da carreira, e Corinthians, no final dela, mesmo longe das condições físicas ideais, fez boas partidas em solo nacional. Pelo Brasil, tornou-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo em 2006, quando alcançou a marca dos 15 gols feitos em mundiais. Além disso, ganhou duas Copas América, uma Copa das Confederações, um bronze olímpico e dois títulos mundiais, em 1994 e 2002.

1 – Zinédine Zidane

Poucos jogadores na história tiveram um estilo de jogo tão bonito quanto Zinédine Zidane. Também escolhido melhor do mundo por três oportunidades (1998, 2000 e 2003), o francês encantava pela classe e técnica do seu futebol. Passes açucarados, dribles fáceis, domínios de bola perfeitos, finalizações com as duas pernas, passadas largas, lançamentos e cobranças de falta precisos e outros atributos tornaram Zidane um jogador espetacular. O craque brilhou em Bordeaux, Juventus e Real Madrid. Nos italianos, ganhou um Campeonato Italiano e um Mundial Interclubes, entre outros títulos. No Real Madrid alcançou o auge da carreira, ganhando um título nacional, mais um Mundial Interclubes e uma Liga dos Campeões da Europa, atuando ao lado de craques como Figo, Ronaldo, Roberto Carlos, e outros, nos “galáticos”. Pela Seleção Francesa, fez parte da mais vitoriosa geração do país, vencendo uma Copa do Mundo, em 1998, e uma Eurocopa na sequência, em 2000. Zidane ainda disputou com a camisa da França outras duas Euros, em 1996 e 2000, e duas Copas do Mundo, em 2002 e 2006.

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