Como foram as campanhas de Bayern e Borussia para chegar à final da UCL | FUTIRINHAS

Como foram as campanhas de Bayern e Borussia para chegar à final da UCL

SENSACIONAL post do Testosterona Sports 

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Borussia Dortmund

Se a história de um clube na UEFA Champions League se inicia na definição dos grupos, podemos dizer que a sorte não começou sorrindo para o Borussia Dortmund, uma vez que o sorteio o reservou logo de cara um lugar no “grupo da morte”.

– Sobrando

Dentro de campo, porém, o time de Jurgen Klopp demonstrou personalidade e um futebol qualificado que o fez sobrar dentro do temido grupo. Com quatro vitórias e dois empates, o clube fez 14 dos 18 pontos disputados, um aproveitamento de 77,7% e o primeiro lugar na chave garantido, mesmo contra os poderosos Real Madrid e Manchester City, além do tradicional Ajax.

Na fase oitavas de final, um novo passeio, dessa vez diante do Shakhtar Donetsk. Após um empate em dois gols pra cada lado na Donbass Arena, o time alemão não encontrou dificuldades jogando em casa e impôs sonoros três a zero pra cima dos ucranianos, gols de Felipe Santana, Götze e Kuba.

– Muito drama e um artilheiro implacável

Nem mesmo o mais pessimista dos torcedores borussianos poderia imaginar tamanho sofrimento no duelo ante o Málaga, pelas quartas de final. Na ida, em La Rosaleda, um festival de oportunidades desperdiçadas e um empate sem gols no fim da peleja, que dava ao time espanhol a vantagem de jogar por qualquer resultado igual, desde que com gols.

Na volta, em Signal Iduna Park, um mosaico espetacular criado pela torcida aurinegra dava a pinta de que estava para começar a história de um jogo especial. O primeiro tempo terminou com igualdade de um tento pra cada lado, gols de Joaquin e Lewandowski, resultado que daria a vaga aos espanhóis. O drama aumentou quando Eliseu marcou o segundo do Málaga, já aos 37 da etapa final. No entanto, como já dito, a partida tinha pinta de ser especial. E foi. O time da casa se lançou inteiro ao ataque e com gols de Reus e Felipe Santana, aos 46 e 48 minutos respectivamente, o que parecia impossível aconteceu. O Borussia virou o placar e se garantiu entre os quatro melhores do continente.

O sorteio das semifinais reservou ao time amarelo e preto um reencontro com o Real Madrid, time que já havia encarado durante a primeira fase, quando venceu em Dortmund e empatou em Madrid. Agora, o momento era diferente e o Real chegava mais encorpado, além de ser mais tarimbado, o que fazia dos merengues os favoritos do confronto. Por essa razão, era crucial que o Borussia fizesse um bom resultado no primeiro jogo em Westfalenstadion.

Assim, o time de Jurgen Klopp partiu pro abafa e encurralou o Real Madrid, porém, a primeira etapa não passou de um empate com um tento pra cada lado, gols de Lewandowski e de Cristiano Ronaldo, aproveitando falha de Hummels. Para sorte do zagueiro, o artilheiro Lewandowski estava em dia inspirado e marcou outros três gols na etapa final, fazendo a larga vantagem que o time precisava.

Na volta, a equipe da capital espanhola pressionou no começo do jogo, mas parava na muralha Weidenfeller e em atuação segura de Hummels. Na reta final da peleja, o Real Madrid voltou a sufocar e marcou dois gols em poucos minutos, o primeiro com Benzema aos 37 e o segundo com Sergio Ramos aos 43. Dessa forma, os últimos cinco minutos de jogo foram de um novo drama para os alemães, que só puderam respirar aliviados quando o árbitro apontou o centro do gramado. Mesmo com a derrota, o time de Dortmund estava assegurado na final, dezesseis anos depois de sua única e última decisão – quando bateu a Juventus por 3 a 1 e ficou com a taça.

– Westfalenstadion, o caldeirão

Para chegar à decisão, a equipe preta e amarela fez muito bem o dever de casa, fazendo de Westfalenstadion um inferno para quem o visitasse. Foram seis jogos e seis vitórias, quatorze gols anotados e apenas quatro sofridos diante de seu apaixonado torcedor, que proporcionou espetáculos impressionantes ao longo da trajetória borussiana. Abaixo, lista dos jogos da equipe no Signal Iduna Park, seu porto seguro na trajetória até Wembley:

18/set/2012 – Borussia Dortmund 1-0 Ajax – Lewandowski
24/out/2012 – Borussia Dortmund 2-1 Real Madrid – Lewandowski, Schmelzer
04/dez/2012 – Borussia Dortmund 1-0 Manchester City – Schieber
05/mar/2013 – Borussia Dortmund 3-0 Shakhtar Donetsk – Felipe Santana, Götze, Kuba
09/abr/2013 – Borussia Dortmund 3-2 Málaga – Lewandowski, Reus, Felipe Santana
24/abr/2013 – Borussia Dortmund 4-1 Real Madrid – Lewandowski (4)

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Bayern de Munique

Depois do baque da derrota nos pênaltis para o Chelsea na decisão da temporada passada dentro da Allianz Arena, o Bayern foi “premiado” com um grupo aparentemente fácil, contra os modestos Bate Borisov e Lille, além do irregular Valencia.

– Tranquilidade e um importante susto

Jogando pro gasto, os bávaros passaram pela fase de grupos com tranquilidade. Foram quatro vitórias, um empate e somente uma derrota, diante do BATE Borisov, fora de casa, um aproveitamento de 72,2% e a primeira posição assegurada somente pelo saldo de gols, uma vez que o Valencia somou os mesmos 13 pontos – alemães ficaram com saldo de oito, enquanto espanhóis terminaram com sete.

Na fase seguinte, o sorteio já foi um tanto mais cruel com o Bayern e lhe reservou um confronto contra o gigante Arsenal. No Emirates Stadium, os bávaros não tomaram conhecimento do time da casa e com gols de Kroos, Muller e Mandzukic deram um enorme passo rumo à classificação.

Em casa, porém, o time não se encontrou, e mesmo com grande vantagem, passou por maus bocados para se classificar. Giroud marcou logo no inicio, Koscielny ampliou a cinco minutos do fim, e os Gunners deram um enorme e importante susto no time de Jupp Heynckes, que só pôde respirar aliviado com o apito final do árbitro. O resultado foi um “choque de realidade” para o Bayern, que a partir dali, desceu do salto, baixou a bola e jogou com a seriedade que a competição exige.

– O passeio e o massacre

Nas quartas de final, novamente o sorteio foi ingrato com os bávaros e os colocaram frente a frente com a Juventus. Fazendo o primeiro jogo em casa, o Bayern não perdeu tempo e abriu o placar logo a um minuto de jogo, em tiro de longe de Alaba, contando com colaboração de Buffon. Jogando com tranquilidade, o time vermelho ainda ampliou o marcador na etapa final, com gol de Muller em jogada irregular de Mario Gomez.

O resultado garantiu uma boa vantagem para o jogo da volta, permitindo aos alemães que jogassem com tranquilidade no Juventus Stadium. Assim, a equipe de Jupp Heynckes, mesmo fora de casa, controlou as ações e com o domínio da posse da bola, não permitiu que a Juve ameaçasse o gol de Neuer. Até na segunda etapa, o matador Mario Mandzukic aparecer e abrir o placar, ampliando ainda mais a vantagem e praticamente liquidando o confronto. Nos acréscimos, Pizarro ainda marcou o segundo, fechando o passeio pra cima dos bianconeri.

Para se garantir na decisão, o Bayern ainda precisou encarar antes o poderoso Barcelona de Messi e Cia. Jupp Heynckes dizia ter o time catalão bem estudado, e que sabia como parar a esquadra azul-grená. Isso ficou claro quando a bola rolou no primeiro jogo na Allianz Arena.

Impondo um ritmo avassalador desde o apito inicial, o time vermelho não deixou o Barça respirar e encurralou os visitantes em seu campo de defesa. Com isso, o gol era questão de tempo, e veio justamente no maior ponto fraco catalão, a bola aérea. Robben levantou na área, Dante escorou e Muller empurrou para as redes. Na segunda etapa, a pegada bávara seguiu a mesma, e assim foi estabelecido o massacre. Com gols de Mario Gómez, Robben e Muller, foi definido o marcador e praticamente, o confronto.

Com o prejuízo enorme no placar e sem Messi, que ficou no banco por não estar com 100% de sua forma física, o Barcelona foi incapaz de ameaçar o clube da Baviera, que só esperou pelo momento certo de liquidar de vez com os catalães. Logo aos três minutos da etapa final, Robben marcou um lindo gol e abriu caminho para a nova goleada, que se concretizou com o gol contra de Piqué e outro de Muller, que jogou a última pá de terra no Barça e colocou o Bayern novamente na decisão.

– O time das goleadas

O Bayern foi avassalador em seu trajeto até Wembley. O time vermelho foi quem mais venceu na competição, com nove triunfos em doze jogos disputados. E também quem mais goleou, com quatro vitórias por três ou mais gols de diferença. Além de serem donos do ataque mais poderoso do certame, com vinte e nove tentos anotados. Abaixo, lista das goleadas bávaras em sua campanha:

07/nov/2012 – Bayern Munique 6-1 Lille – Schweinsteiger, Robben, Kroos, Pizarro (3)
05/dez/2012 – Bayern Munique 4-1 BATE Borisov – Mario Gómez, Alaba, Muller, Shaqiri
23/abr/2013 – Bayern Munique 4-0 Barcelona – Muller (2), Robben, Mario Gómez
01/mai/2013 – Barcelona 0-3 Bayern Munique – Robben, Muller, Piqué (GC)

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