Nove histórias do livro de Alex Ferguson

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“Todos tememos o pior”, brincou Arsène Wenger ao falar sobre o lançamento da autobiografia de Alex Ferguson. A fala do francês não poderia ser mais precisa. A expectativa no futebol inglês era grande para o lançamento do livro em que o lendário treinador escocês prometia revelar histórias fortes e comprometedoras. E Ferguson cumpriu com o que prometia. Alguns trechos da obra já estão sendo veiculados pela mídia britânica, causando muito alvoroço, e agora você confere os excertos mais interessantes.

Nemanja Vidic quis servir exército sérvio

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Um anos após a independência de Kosovo, a Sérvia ainda não renunciava ao território. Vidic, então, mostrava-se disposto a ir à luta se fosse preciso. “O Vidic era um cara obstinado e intransigente. Era um sérvio orgulhoso. Em 2009, ele veio até mim para dizer que poderia ser chamado… ‘O que você quer dizer com isso?’, eu perguntei. ‘Kosovo, eu vou’, ele disse. ‘É meu dever’. Ele tinha um gosto por isso.”

Transferência de Robin van Persie

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No início da temporada passada, Robin van Persie virou a casaca e deixou o Arsenal para atuar pelo rival Manchester United. Ferguson revelou que foi atrás do jogador porque sabia que ele queria ir para o time de Old Trafford. Em seu livro, o escocês conta alguns detalhes da negociação.

“Eu avisei ao Arsène (Wenger) que nunca iríamos chegar a £ 25 milhões. Ele ficou incrédulo. Não conseguia acreditar que o Manchester United não aumentaria a proposta para £ 25 milhões por um jogador de tal nível. Eu disse então para ele novamente que não iríamos até £ 25 milhões. O Arsène me perguntou qual seria a minha melhor oferta, e eu respondi: £ 22 milhões. A respota do Arsenal foi que eles aceitariam £22,5 milhões e um adicional de £ 1,5 milhão caso ele (van Persie) vencesse a Champions League ou a Premier League durante o período de seu contrato. Acordo fechado.”

Rooney pediu a contratação de Mesut Özil em 2010

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Uma das estrelas do Arsenal, Mesut Özil poderia estar em um clube inglês diferente se o treinador escocês escutasse Rooney. Ferguson revelou que o inglês pediu a contratação do meia antes de ele ir para o Real em 2010. “O Wayne disse que deveríamos ter ido atrás do Mesut Özil, quando ele foi do Werder Bremen para o Real Madrid. Minha resposta foi que não era da conta dele de quem a gente deveria ir atrás. Disse a ele que seu trabalho era jogar e atuar bem, e o meu, escolher o melhor time, e que até então estava fazendo isso certo.”

Ferguson recusou duas vezes o comando da seleção inglesa

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“O cargo de treinador da Inglaterra me foi oferecido em duas ocasiões. Adam Crozier, diretor executivo da FA de 2000 a 2002, veio me ver antes de o Eriksson ser escolhido em 2001. A primeira vez foi antes disso, quando o Martin Edwards era presidente (da Federação), na época em que o Kevin Keegan assumiu o comando, em 1999. De jeito algum eu poderia aceitar o cargo na Inglaterra. Você consegue me imaginar fazendo isso? Um escocês?”

Mudança de Beckham e saída da estrela de Old Trafford

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Ferguson afirmou que um dos fatores para a saída de Beckham do Manchester United foi que ele passou a se achar mais importante que o técnico, e quem conhece o escocês sabe que liderança sempre foi uma questão muito importante para o escocês. “Não importa se é o Alex Ferguson ou Pete, o encanador. O nome do treinador é irrelevante. A autoridade é o que importa, e isso foi a sentença de morte para ele.”

Ferguson contou que Beckham passou a se preocupar mais com a fama que com o futebol, e isso, para ele, foi um momento decisivo na carreira do ex-jogador. “Depois da mudança (em Beckham), ele nunca chegou ao nível em que você diria ‘esse é, com certeza, um jogador de altíssimo nível’. Seus olhos não estavam na bola. É uma pena, porque ele poderia ainda estar no Manchester United quando eu saí. Ele teria sido uma das maiores lendas do Manchester United.”

Na coletiva, Ferguson ainda comentou: “O grande problema para mim é que ele se apaixonou pela Victoria, e isso mudou tudo.”

Sobre a famosa história da chuteira que acertou no rosto de Beckham após uma derrota por 2 a 0 pela FA Cup, no Old Trafford, Ferguson contou que ele e o inglês discutiam se o jogador deveria ter seguido o ataque dos Gunners no segundo gol ou não. Então, a quase quatro metros de distância, o treinador chutou uma chuteira, que acertou Beckham e lhe fez um corte sobre a sobrancelha. O ex-atleta levantou-se para revidar, e Ferguson logo o deteve: “Eu mandei você se sentar. Você pode discutir o quanto quiser, mas você deixou seu time na mão”.

Temperamento explosivo de Roy Keane e sua saída polêmica

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Em 2005, Roy Keane gravou uma entrevista para a MUTV em que detonou alguns de seus companheiros de time. O episódio culminou na saída do irlandês de Old Trafford. Ferguson revelou que as palavras haviam sido tão fortes que ele teve de proibir a veiculação da entrevista e chamar todo o elenco para assisti-la. Keane havia, por exemplo, chamado Kieran Richardson de “defensor preguiçoso”, questionado o por quê de toda a efusividade na Escócia em torno de Darren Fletcher e atacado até mesmo Rio Ferdinand: “Só porque você recebe £ 120 mil por semana e jogou 20 minutos bem contra o Tottenham, você se acha uma estrela.” Alan Smith e Edwin van der Sar também teriam sido alvos dos ataques do ex-jogador.

No livro, Ferguson escreve: “A parte mais difícil de lidar com o Roy (Keane) era sua língua. Ele tinha a língua mais feroz que você poderia imaginar. Ele consegue debilitar a pessoa mais confiante do mundo em questão de segundos.”

“Uma vez, eu cheguei no vestiário, e o Roy e o Ruud van Nistelrooy estavam discutindo muito intensamente. Eles tiveram que ser separados pelos jogadores. Pelo menos o Van Nistelrooy teve a coragem de enfrentar o Roy, porque nem todo mundo tinha. Ele era uma pessoa feroz e intimidante. Quando ele ficava nervoso ele era de atacar, de partir para cima das pessoas.”

Ferguson explica no livro que Keane não aceitou bem o fato de que seu tempo estava passando e que ele não era mais o mesmo jogador, e isso teria sido causa do temperamento extremamente explosivo, até mesmo para alguém como ele. “Ele era um jogador construído em suas paixões. Na temporada do desentendimento, ele estava começando a mostrar sinais físicos de fraqueza em relação a voltar a cumprir com seus deveres defensivos. Ficou claro para nós que não estávamos mais lidando com o mesmo Roy Keane. No fundo, acho, ele sabia disso mais do que ninguém. Ele simplesmente não conseguia abandonar seu antigo papel de talismã. Esse é o contexto a longo prazo do desentendimento que culminou na sua saída do clube e ida para o Celtic. Ele achou que era o Peter Pan. Ninguém é.”

Questionamento sobre a qualidade de Lampard e Gerrard

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Frank Lampard e Steven Gerrard são basicamente unanimidades no futebol inglês. Não para Ferguson. No livro, ele escreve: “O Lampard, para mim, serviu muito bem ao Chelsea. Mas não o considero um jogador de elite. E sou um dos poucos que não acham o Gerrard um jogador de altíssimo nível”. Ainda assim, Ferguson admitiu que em janeiro, quando ainda treinava o United, passou por sua cabeça tentar a contratação do capitão do time de Merseyside: “Já me imaginou indo dormir tendo tirado o Gerrard do Liverpool?” Para a sorte dos Reds, isso passou longe de se concretizar.

Rivalidade com Rafa Benítez, então no Liverpool

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Na última década, os mind games entre Alex Ferguson e Rafael Benítez fizeram parte da história da Premier League. O escocês comentou em seu livro a relação com o espanhol: “O erro que ele cometeu foi transformar nossa rivalidade em algo pessoal. Uma vez que ele tornou isso pessoal, ele não tinha chance alguma (de vencer), porque eu poderia esperar. Eu tinha o sucesso ao meu lado, e o Benítez estava lutando por troféus enquanto me atacava. Isso não foi sábio”.

Mark Bosnich, o comilão

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Após a saída de Peter Schmeichel em 1999, Alex Ferguson trouxe o australiano Mark Bosnich para repôr o dinamarquês. No livro, o treinador detonou o profissionalismo de Bosnich e contou uma história no mínimo curiosa sobre o goleiro. “Mark Bosnich era um profissional terrível. Uma vez jogamos em Wimbledon, e o Bosnich estava colocando tudo para dentro: sanduíches, sopas, carnes. Ele estava comendo tudo do menu. Eu disse a ele: ‘Pelo amor de Deus, Mark, temos que fazê-lo emagrecer, porque você está comendo tudo isso?’ Quando chegamos em Manchester, ele estava no celular pedindo comida para um restaurante chinês. ‘Você não fica cheio, não?’. Eu não conseguia influenciá-lo.”

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