O que o apito amigo influenciou no Brasileirão

Via Super Esportes
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O Flamengo é a equipe mais beneficiada por erros de arbitragem nesta edição da Série A do Campeonato Brasileiro. Ninguém foi tão prejudicado quanto o Fluminense. Cada um ganhou ou perdeu quatro pontos, respectivamente, por interferência direta do apito: isso é o que aponta levantamento produzido pelo Correio Braziliense.

A análise dos lances polêmicos de todas as 230 partidas disputadas até agora mostra que o Campeonato Brasileiro teria outro rumo se não houvesse erros graves de arbitragem.

Há uma tendência clara de benefício aos times da casa. Dos 53 erros cruciais, 70% foram marcados para times que jogavam nos seus próprios domínios. Além disso, o levantamento mostra que, ao menos nesta edição do Brasileirão, cai a lenda de que os grandes times do país exercem maior influência no apito. Dos 11 clubes mais tradicionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apenas dois foram mais beneficiados do que prejudicados pelas decisões dos árbitros: Atlético-MG e Flamengo. Confira o quadro:

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Como seria a tabela sem os erros de arbitragem

Até agora, 45 partidas contaram com falhas claras. Destas, 23 teriam outro vencedor se juízes e assistentes não errassem. Isso significa que 10% das partidas até agora tiveram resultado atrapalhado pelos homens do apito. Um jogo por rodada. Nesse mundo perfeito de acertos da arbitragem em todos os lances, o Palmeiras deixaria a lanterna para ocupar a 15ª posição. O Fluminense entraria no G-4. E a distância entre Cruzeiro e São Paulo cairia um ponto.

Analisar apenas os erros capitais é um dos recortes que mostram o péssimo momento da arbitragem brasileira. Em um campeonato com 38 rodadas, erros menores são inevitáveis, mas a gravidade desses equívocos tem viciado o resultado de um número cada vez maior de partidas — a novidade são os pênaltis marcados em vários lances de bola na mão.

A profissão de árbitro no Brasil ainda é amadora, apesar dos projetos de lei apresentados no Congresso Nacional. Ou seja: os responsáveis por decidir o rumo das partidas na elite do país do futebol têm de procurar outra fonte de renda. A carreira tem pouca atratividade, os cursos são caros, e existe dificuldade de renovação no quadro de profissionais. Por isso, mesmo nas novas arenas, parece cada vez mais normal ver um batalhão policial correr até o centro do campo para proteger o juiz da fúria de jogadores, técnicos e dirigentes.

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