IMPRESSIONANTE! 13 Estádios modernos e bonitos mais baratos que o Maracanã! | FUTIRINHAS

IMPRESSIONANTE! 13 Estádios modernos e bonitos mais baratos que o Maracanã!

Lá do DiBico

Na semana passada os valores da licitação e das obras do Maracanã tomaram conta dos noticiários brasileiros. O inchaço do valor das obras assustou os mais desavisados. Para que os leitores tenham uma noção dos valores de construção de um estádio, resolvemos trazer os custos das arenas mais modernas do mundo. Além disso, informações de infraestrutura, conforto e design dos estádios, confira:

Soccer City – construído no ano de 1986, foi praticamente reconstruído para a Copa do Mundo de 2010. Com capacidade para 88 mil espectadores, o estádio tem como maior destaque sua bela fachada, inspirada na forma do calabash, um tipo de cabaça usada tradicionalmente pelos africanos.

País: África do Sul

Custo: R$ 800 milhões

Allianz Arena – construído para a Copa do Mundo e para ser a casa do Munique 1860 e do gigante Bayern, a Allianz Arena teve, inicialmente, capacidade para 68 mil espectadores, mas atualmente conta com 71 mil lugares. O estádio possui comércio em todos os sete pavimentos. Dessa forma não se restringe as atividades aos dias de jogos. A arena conta ainda com um complexo ecológico e excelentes vias de acesso. Em dias de jogos dos clubes, a fachada do estádio toma a cor do mandante, azul se for o Munique 1860, e vermelho no caso do Bayern. Se a Seleção Alemã jogar, o estádio se torna branco.

País: Alemanha

Custo: €340 milhões

Emirates Stadium – sua construção teve início no ano de 2004 e a inauguração em 2006. Tem capacidade para 60.355 espectadores sentados, tornando-se o 3º maior estádio do Reino Unido, ficando atrás do Celtic Park e de Old Trafford. Conta com lojas, restaurantes e outras atrações para o público. Foram construídas ainda, a cargo do clube, duas pontes sobre a linha ferroviária que liga o norte de Londres ao estádio. O Emirates fica apenas a 500m do antigo estádio do Arsenal, que teve ainda o custo de adquirir o terreno.

País: Inglaterra

Custo: €430 milhões

Juventus Arena – o novo estádio da Juve foi construído sob o antigo Delle Alpi, que foi demolido em 2008. A arena chegou a ser intitulada como o estádio mais moderno da Europa. Com capacidade para 41 mil pessoas, o estádio conta com shopping, cinema, hotel e até parque de diversões. A fachada leva as cores do clube e da bandeira italiana.

País: Itália

Custo: €120 milhões

Etihad Stadium – as obras do estádio do Manchester City foram iniciadas em dezembro de 1999. Tem capacidade para 47. 826 pessoas, restaurantes, espaços para convenções e excelentes acessos para o público, visitantes e veículos de emergência. O design do estádio é belíssimo e foi premiado em duas ocasiões.

Custos: €110 milhões

País: Inglaterra

Aviva Stadium – localizado em Dublin, na Irlanda, o estádio Aviva foi construído em 2007 e inaugurado em 2010. Tem capacidade para 51.700 pessoas, e é utilizado principalmente pelas Seleções Irlandesas de rugby e futebol. Conta com lojas, bares e restaurantes. O estádio abrigou a final da Europa League 2010-11, vencida pelo Porto sobre o Braga. Além de esportes, recebe grandes shows internacionais como os recentes de Madonna e Lady Gaga. A beleza do estádio é um capítulo à parte.

Custo: €410 milhões

País: Irlanda

Estádio do Dragão – inaugurado em 2003, veio para substituir o antigo “Estádio das Antas”. Moderno e com capacidade para 52.000 espectadores, o Estádio do Dragão conta com memorial e museu do Porto, loja oficial do clube, restaurantes e espaços para vários tipos de eventos e convenções.

Custo: €98 milhões

País: Portugal

Estádio José Alvalade – assim como o estádio do rival Porto, a arena do Sporting foi inaugurada no ano de 2003 para a realização da Euro-2004. Com capacidade para 50.049 pessoas, o belíssimo estádio, principalmente pelo colorido da fachada e cadeiras, conta ainda com amplo estacionamento e museu do clube.

Custo: €105 milhões

País: Portugal

Estádio da Luz – também aproveitando o embalo da Euro-2004, o estádio do Benfica foi demolido e reinaugurado no ano de 2003 e tem capacidade para 65.647 pessoas. O estádio recebe eventos de todos os tipos, comerciais, sociais e culturais. Conta ainda com um complexo esportivo que trabalha outras modalidades esportivas, academias, museu, restaurantes, 55 bares, shopping e megastore do Benfica.

Custo: €120 milhões

País: Portugal

Estádio Olímpico de Atenas – reformado para as Olimpíadas de 2004, hoje é utilizado pelo AEK e Panathinaikos na liga nacional. Tem capacidade para 71.030 espectadores e é de propriedade do governo grego.

Custo: €265 milhões

País: Grécia

Veltins-Arena – inaugurado em 2001, na cidade de Gelsenkirchen, Alemanha, tem capacidade para 61.481 espectadores. O estádio do Schalke 04 é extremamente moderno e funcional. Possui teto retrátil e gramado deslizante, que serão movidos conforme a necessidade, que poderá variar conforme o tempo, como uma nevada, e a característica do evento, como shows e concertos. O que garante uma preservação do gramado. A arena conta com telões que formam um cubo, no centro do teto, espaços para feiras e convenções, bares, restaurantes, lojas e até uma capela. Pra finalizar, nada pode ser mais sensacional que um duto de 5km que distribui cerveja direto da cervejaria para o estádio.

Custo: €190 milhões

País: Alemanha

Estádio Nacional de Pequim – com obras iniciadas em dezembro de 2003 e inauguração em abril de 2008, o “Ninho de Pássaro” tem capacidade para 91 mil pessoas. Com características sustentáveis, o estádio conta com um sistema de reaproveitamento de águas de chuva que podem processar 58 mil toneladas de água anualmente, para irrigação e limpeza e métodos que utilizam ao máximo o ar natural. Um sistema de bolhas de ar nos espaços livres da fachada também regula o vento, água e luz externa para aproveitá-los ao máximo no interior do edifício. No interior do estádio, em espaços semi-abertos temos bares, restaurantes e lojas.

Custo: US$423 milhões

País: China

Estádio de Wembley – O lendário Wembley foi derrubado para a construção de um novo estádio, mais moderno, rentável, sustentável e seguro. Nenhum clube manda seus jogos em Wembley, que recebe jogos da Seleção Inglesa, e a final da FA Cup (Copa da Inglaterra) e também decisões internacionais, como foi o caso da final da UEFA Champions League de 2011. Além do futebol, Wembley recebe também jogos de rugby. O estádio possui lojas, bares e restaurantes. O alto custo do estádio envolve a compra definitiva do terreno, custos com a demolição, fundo de contingência e investimentos em infra-estrutura nos arredores.

Custo: £798 milhões (2,1 bilhões de Reais)

País: Inglaterra

Como já sabemos, os custos do Maracanã vão beirar o valor de 1 bilhão de reais. Assim como o Itaquerão, que tem o agravante de ser um estádio particular. É importante ressaltar ainda que os estádios listados acima foram construídos com investimento majoritário privado, verbas públicas são minoria em todos os casos. O investimento em infraestrutura e acessibilidade nas redondezas das arenas também ficaram a custo da iniciativa privada, o que também não acontece por aqui. Aliás, no Brasil o procedimento de licitação dos estádios é algo absurdo aos olhos de qualquer cidadão, por mais leigo que seja. O Maracanã, por exemplo, de 1 bilhão de reais, será licitado num pagamento de “suaves” 35 parcelas, para um valor mínimo de R$ 7 milhões. Ou seja, você gasta R$ 1 BILHÃO e recebe PARTE do valor em 35 ANOS. A genialidade aqui não tem limites. E eu disse “parte” porque o valor licitado não chegará ao valor total da obra e provavelmente nem à metade.

Esse tipo de procedimento é uma afronta ao cidadão. A licitação deveria realizar-se antes das obras, com valores pré-determinados. Não digo nem valores em dinheiro, mas porcentagens. Por exemplo, “o Maracanã será reformado para a Copa, abriremos um edital de licitação, no qual ficará estabelecido que o governo arcará com 20% dos custos e a iniciativa privada com os 80% restantes”. Assim, teríamos poucos recursos públicos investidos em estádios e redução de superfaturamentos.

Outro detalhe importante é a questão dos “naming rights”, uma espécie de patrocínio dos estádios, a empresa compra o direito de nome do estádio. Ou seja, o Mineirão deixa de chamar Mineirão e poderia ser chamado de DiBico Arena.

Veja alguns valores de naming rights dos estádios da nossa lista:

Emirates Stadium – €100 milhões

Allianz Arena – €90 milhões

Etihad Stadium – €111 milhões

Aviva Stadium – €40 milhões

Veltins Arena – €5 milhões por ano

*A duração dos contratos varia, no caso da Veltins Arena, por exemplo, é anual.

Acontece que aqui no Brasil, tem-se a feia mania de não adotar esses nomes. A Rede Globo (detentora dos direitos de transmissão dos campeonatos nacionais), por exemplo, não adota porque não quer fazer propaganda de graça. No entanto, já existem rumores de que existe a possibilidade da Globo respeitar os futuros nomes dos estádios brasileiros. Vale ressaltar que isso não é exclusividade nossa, a UEFA, que detesta dinheiro, em suas competições só usa os nomes originais dos estádios.

De qualquer forma, hoje, no Brasil, os naming rights não atraem tanto investimento quanto na Europa e nos Estados Unidos. As empresas sabem que aqui tem-se uma dificuldade enorme em pegar esse costume, principalmente pela má vontade dos meios de comunicação. Já houve esse tipo de negócio no Brasil, a Arena da Baixada virou Kyocera Arena, mas quantas pessoas já ouviram esse nome? Algumas pessoas são contra essa prática, confesso que ainda não tenho opinião formada para casos como Maracanã e Mineirão, por exemplo. Mas, no geral, sou a favor. O capitalismo domina o mundo, e no futebol não pode ser diferente.

A desorganização e obscuridade das obras e seus custos não são novidades, são tragédias anunciadas.

Mas precisamos nos informar e divulgar a informação, debater e discutir. Afinal, não fazemos parte da massa manipulada, não aceitamos tudo que nos empurram goela abaixo. Somos questionadores, e nos causa repulsa ver o nosso futebol ser usado para ocultar abusos. Somos todos torcedores apaixonados, mas antes disso somos cidadãos brasileiros.

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