Os 10 melhores jogos do Brasileirão 2014

Por Danilo Moreira e Alexandre Reis

Arte: Doentes por Futebol
Chega ao fim mais uma edição do Campeonato Brasileiro, e é hora do Doentes por Futebol listar os 10 jogos mais marcantes da competição. Teve classificado pela Libertadores sendo goleado por estreante na Série A, virada de jogo em dois minutos, empate espetacular e vitória histórica. Sem futebol no Brasil, o momento é de relembrar. Confira a seleção:

1. Grêmio 1 x 2 Cruzeiro

Reta final de campeonato, 35ª rodada. Na Arena, o Grêmio receberia o Cruzeiro. Os comandados de Felipão vinham de boa sequência, passando principalmente pela marcante vitória no GreNal. O Cruzeiro havia vencido o Santos na Vila Belmiro e chegava a Porto Alegre com sede de vitória. Seria a oportunidade de deixar o título ainda mais próximo.

Com o estádio lotado, o tricolor se impôs e abriu o placar com Riveros, aos doze do primeiro tempo. O tricolor gaúcho avançou e pressionou o Cruzeiro. Fábio foi bastante exigido, evitando mais gols gremistas e coroando outra temporada acima da média. No intervalo, o Cruzeiro se reinventou e voltou com grande volume de jogo. O oportunista Ricardo Goulart empatou o jogo já quase na metade do segundo tempo, aos vinte, em uma – quase redundante — jogada veloz de Willian.

Enquanto o Grêmio reclamava da arbitragem, a equipe de Marcelo Oliveira mostrou por que é soberana no Brasil há dois anos. Éverton Ribeiro, aos trinta, selou a vitória cruzeirense. Três pontos conquistados na casa do adversário, representação convicta do futebol do campeão Brasileiro de 2014.


2. Goiás 6 x 0 Palmeiras

No Serra Dourada, pela 23ª rodada, o que se viu foi uma reprise de Brasil x Alemanha pela Copa do Mundo de 2014, com apenas uma equipe disposta a atuar de modo organizado. O Palmeiras, com a corda no pescoço, voltou enforcado para São Paulo, na lanterna do Brasileiro. No primeiro tempo, um sonoro 4 x 0, com gols de Ramon, Esquerdinha, Erik e David, já havia decretado o tropeço do time de Dorival Júnior, que estava em seu quinto jogo como comandante palmeirense.

Poderiam ter saído três ou quatro gols na etapa final, não fosse a piedade do Goiás. Mesmo jogando contra o segundo pior ataque à época, o Verdão, quando assustava, parava em Renan. Por outro lado, Deola não segurou as finalizações de Thiago Mendes e Weliton Junior e o resultado, um recorde, foi consolidado: o 6 a 0 representou a maior derrota do clube paulista em Brasileiros.


3. Internacional 2 x 3 Figueirense
Depois de ter visto o empate entre seus concorrentes ao título Cruzeiro e Fluminense, o Internacional entrou com tudo no Beira-Rio, pela 19ª rodada, para se aproximar de vez da ponta. O Figueirense foi dado como derrotado antes mesmo da partida começar. No primeiro tempo, D’Alessandro, de pênalti, e Paulão abriram 2 x 0, fazendo acontecer o previsível.

Mas o futebol não é ciência exata e o Figueirense, embalado com uma sequência de invencibilidade de seis partidas, fez o que parecia ser incalculável. Já no início da etapa final, Everaldo marcou o primeiro da equipe catarinense. Quinze minutos depois, Fabrício, contra, empatou. Na saída de bola do Internacional, Giovanni Augusto aproveitou o buraco no meio, arrancou, finalizou e selou a vitória, deixando o clube gaúcho um ponto mais longe da dianteira. O Figueirense pulou para a 12ª posição e afastou um pouco o medo momentâneo do rebaixamento.

 

4. Chapecoense 5 x 0 Internacional
Nem o torcedor mais otimista na Arena Condá esperava uma vitória tão acachapante. Flertando com a zona de rebaixamento no decorrer da 27ª rodada, a Chapecoense não se intimidou ante o domínio inicial dos colorados nos primeiros minutos. Quando teve as primeiras oportunidades, a equipe de Chapecó aproveitou muito bem com Diones e Leandro, autores dos dois primeiros tentos catarinenses.

As mudanças de Abel Braga não surtiram efeito no intervalo. Camilo, em noite inspirada, comandava as ações no meio campo e Leandro se aproveitava das chances clareadas pelo camisa 10. Em uma delas, o centroavante fez o terceiro, desnorteando a defesa gaúcha, que voltou a sofrer outro gol do volante Diones, aos trinta e um do segundo tempo. No fim, Dida fez falta dentro da área e foi expulso. Ao Inter, com as três substituições feitas, restou contar com Rafael Moura na meta. Camilo não desperdiçou a penalidade. Foi a maior goleada aplicada pela Chapecoense em Brasileiros, justo na reestreia de Nilmar, repatriado.



5. Fluminense 3 x 3 Cruzeiro
Em um confronto equilibradíssimo do início ao fim, com duas viradas, Fluminense e Cruzeiro proporcionaram para muitos a melhor partida do Campeonato Brasileiro, mesmo com os desfalques de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, que serviam a Seleção Brasileira. O que parecia um ótimo início de jogo do time mineiro – confirmado com o gol de Júlio Baptista aos onze do primeiro tempo – transformou-se em virada carioca, com os tentos de Wagner e Cícero. Conca só não marcou o terceiro graças a uma defesa espetacular de Fábio. Ainda na etapa inicial, novamente Júlio Baptista apareceu para empatar e colocar fogo no jogo.

O tempo complementar começou aberto, sem os times titubearem para atacar. O Cruzeiro, em um dos contra-ataques, contou com a sobra da zaga tricolor e com o voleio certeiro de Marcelo para encaminhar a vitória (seria a primeira no novo Maracanã). No entanto, na tentativa de segurar o resultado, os mineiros não suportaram a pressão e Kenedy, aos quarenta e três, fez jus à qualidade dos dois elencos, igualando novamente o marcador e dando números finais.

6. Atlético 4 x 0 Flamengo

Já não bastasse a virada histórica por 4 x 1 no jogo de volta da Copa do Brasil duas semanas antes, o Atlético repetiu a mesma dose de impiedade. Dessa vez, os cariocas sequer marcaram um gol. No Horto, pela 35ª rodada, o que se viu foi uma superioridade atleticana do início ao fim, de tal forma que os comandados de Luxemburgo sequer conseguiam atacar. Foram 15 finalizações alvinegras contra apenas duas alvirrubras. No primeiro tempo, Luan e Diego Tardelli já haviam feito 2 x 0. E só ficou nisso porque Carlos parou em Paulo Victor e Douglas Santos, na trave.

No segundo tempo, o massacre continuou. De início, o Galo chegou por duas vezes com perigo à defesa flamenguista. Na terceira, Luan não desperdiçou e ampliou. Luxemburgo pouco se preocupou para reverter o cenário, já conformado com a derrota, e o Flamengo apenas aguardou o fim do jogo, mas ainda teve tempo para Dodô anotar o último, aos vinte e sete. O Atlético humilhava mais uma vez seu rival interestadual e ganhava confiança para a final contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, na qual se sagrou campeão.


7. São Paulo 2 x 0 Cruzeiro

Impedir o Cruzeiro. Essa era a missão do São Paulo. Impedir que os rivais avançassem na tabela, que abrissem vantagem sobre os tricolores. Afinal, as possibilidades ainda estavam abertas. A acirrada briga pelo título poderia ser decidida naquele domingo, 21ª rodada, no Morumbi.

A equipe são-paulina atuou de maneira incansável. Comandados por Kaká, que fez ali um de seus grandes jogos desde o retorno ao Brasil, os tricolores foram para cima do Cruzeiro. Rogério Ceni, ainda no primeiro tempo, marcou de pênalti e, com importantes defesas, garantiu tranquilidade ao São Paulo.

O Cruzeiro, desarmado e ineficiente, não conseguiu produzir. Lucas Silva, responsável pela saída de bola, foi anulado. Dedé, por pouco, não foi expulso. O segundo gol tricolor, marcado por Alan Kardec na segunda etapa, celebrou a estratégia de Muricy Ramalho. Foi apenas a terceira partida em que o Cruzeiro saía derrotado. O clube celeste não perdia desde a 8ª rodada. O campeonato ainda estava indefinido.


8. Cruzeiro 2 x 1 Internacional
No Mineirão com mais de 50 mil torcedores, o Cruzeiro, líder, recebia o Internacional, vice-líder. Apesar de valer pela 26ª rodada, a partida foi encarada mais como uma final. Foi um jogo movimentado, com os dois times atacando. O colorado teve a chance de encostar-se à liderança e buscar fôlego para a briga, mas não conseguiu.

O Cruzeiro perdeu diversas chances – bolas na trave, pênalti perdido –, mas soube marcar quando precisou. Marcelo Moreno e Marquinhos, ambos no primeiro tempo, anotaram os dois gols do time azul. O golaço de Alex, já no segundo tempo, foi insuficiente para o Internacional. Com vantagem ampliada para nove pontos, os cruzeirenses abriram a caminhada definitiva para o título.


9. Corinthians 3 x 2 São Paulo
Em um clássico repleto de tensão, o Corinthians bateu o São Paulo na 23ª rodada. A vitória na Arena Corinthians foi significativa: atrapalhou a ascensão dos tricolores na tabela e impulsionou a equipe corintiana ao G4. Paolo Guerrero, destaque dos alvinegros na temporada, foi responsável por mais uma atuação exemplar.

Mesmo com os são-paulinos saindo na frente com Souza, o empate do Corinthians veio cedo com um pênalti cobrado por Fábio Santos. Antes do intervalo, o São Paulo marcou outra vez, com Edson Silva. Não restou aos corintianos outra alternativa: no retorno para o segundo tempo, virar o jogo. Com outro pênalti convertido por Fábio Santos e um gol assinalado por Guerrero, após grande jogada coletiva, o Corinthians garantiu os três pontos e viu o rival afastar-se do título.


10. Grêmio 4 x 1 Internacional
O GreNal não era vencido pelo tricolor desde agosto de 2012. Depois de nove clássicos em mais de dois anos, os gremistas presentes na Arena presenciaram, finalmente, a redenção. A disputa pela vaga na Libertadores também estava em jogo. Naquele momento, o Grêmio fazia seu papel.

Luan marcou o primeiro gol gremista, no primeiro tempo. Já no segundo tempo, a partida pegou fogo. Ramiro ampliou o placar, mas Rafael Moura diminuiu para os colorados. Coube a Alan Ruiz resolver o GreNal: dois gols em seis minutos e a confirmação da vitória da equipe de Luiz Felipe Scolari.

Comentários

INSCREVA-SE EM NOSSO CANAL
Pelada na Net
E-Consulters Web Não Intendo Tenso O Macho Alpha Testosterona Capinaremos Mentirinhas Will Tirando
Categorias
<