Caiu na Área #41 – Como a seleção PREJUDICA o Brasileirão | FUTIRINHAS

Caiu na Área #41 – Como a seleção PREJUDICA o Brasileirão

Via o SENSACIONAL DiBico 

Brasil, o único lugar no mundo onde o futebol profissional não para nos jogos da seleção. Seria cômico, se não fosse trágico. E não é exagero, a interferência dos jogos das Seleções no Campeonato Brasileiro é enorme, o prejuízo técnico é imensurável e o financeiro é absurdo.


Na 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, tivemos 22 jogadores fora de combate por estarem servindo suas respectivas seleções. É um número alto, são dois times completos e a tendência é que cresça nos próximos anos com o progresso financeiro do futebol brasileiro.

Tive o cuidado de classificar o progresso como financeiro porque somente nesse aspecto é que se vê evolução no nosso futebol. Será que somos tão limitados, que nem a presença do dinheiro faz com que tenhamos uma liga organizada, com datas decentes, gramados aceitáveis, árbitros de nível, julgamentos insuspeitos, etc? Prefiro acreditar que a ganância pelo poder e o dinheiro são os responsáveis.

No Brasileirão 2012, o Internacional ocupa o 6º lugar na tabela com 45 pontos. Por 16 rodadas, o Inter foi desfalcado por jogos de seleções. Ou seja, 42% do total do campeonato. Número semelhante ao do Santos, que sem Neymar tem aproveitamento de vice-lanterna, e com o craque aproveitamento de campeão. Claro, isso não é uma verdade que certamente se perduraria caso Neymar jogasse todos os jogos, mas é uma boa noção da importância da jovem estrela, que se ausentou do Peixe por 14 jogos, 37% do total do campeonato, por conta da Seleção da CBF. O Santos é o 9º colocado, com 42 pontos.

Tanto o clube paulista como o gaúcho almejavam pelo menos a vaga na Libertadores. No entanto, São Paulo e Vasco distanciaram-se e, dificilmente, o Colorado ou o Peixe chegarão ao G4. Não podemos afirmar que ambos chegariam se tivessem a disposição todos os jogadores que perderam, mas, com toda a certeza, estariam na briga.

Com a disputa da Libertadores, os clubes ganham em: rendas de TV, bilheteria (o torneio é mais atrativo que os estaduais, com casa cheia sempre), e de patrocínios, pois a exposição torna-se maior em torneios internacionais. Quanto poderiam lucrar Internacional e Santos, se fossem à Libertadores?

Se você acha que já tratamos do prejuízo financeiro, enganou-se. O que citamos acima é parte dele, é um prejuízo em potencial. O maior prejuízo fica por conta dos salários. Logicamente, os atletas que servem as seleções são jogadores de alto nível e que, consequentemente, tem salários maiores. Com a onda de salários astronômicos pagos no Brasil, esse problema se agrava ainda mais, pois os clubes estão pagando por um “produto” que não utilizam. Pagam para o jogador atuar na seleção de seu país, e ainda têm um prejuízo em potencial enorme, como já abordamos.

No caso específico do Neymar, existe toda uma operação montada pela diretoria santista para mantê-lo em terras tupiniquins. Mesmo com o assédio de gigantes europeus, o Santos segura o menino da Vila por uma fortuna mensal. É inegável o benefício que o Santos faz ao Campeonato Brasileiro, mantendo uma figura internacional, que Neymar já é, para jogar nossa liga. Tudo muito bonito, mas nem tudo são flores. A desorganização do calendário brasileiro é um estupro aos cofres do Santos, que desembolsa milhões para a manutenção de Neymar, não conta com ele, e por nada briga no Campeonato Brasileiro. Será que vale mesmo a pena manter esse craque no time? E o único sacrificado da história não é o Santos. Num ato que beira o amadorismo, Neymar é colocado em campo 24h depois, ou até menos, de ter atuado 90 minutos pela Seleção.

Os clubes brasileiros, com o fim de se fortalecerem, vêm tentando aproximar os valores pagos na Europa. E a receita tem dado certo, bons jogadores que conseguiriam um salário “mediano” no velho continente, preferem ficar no Brasil e ainda contar com exposição maior do que teria em clubes médios e pequenos da Europa. É louvável essa medida, isso fortalece a nossa liga, tornando-a mais atrativa, e como consequência, mais lucrativa. Mas essa situação das convocações está minando os clubes e o campeonato. Portanto, os desfalques serão determinantes nos resultados e os clubes acabarão tendo objetivos diversos dos pretendidos, ou seja, fracasso. O que acarretará possíveis prejuízos aos clubes, fazendo com que seja inviável a manutenção desses jogadores selecionáveis no elenco. Perdem os clubes, perde o campeonato em atrações e qualidade.

E aí, quem vai pagar essa conta?

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