Coluna do Flu #1 – O Recomeço | FUTIRINHAS

Coluna do Flu #1 – O Recomeço

Por Antônio Frauches 

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Queridos leitores e leitoras,

Meu nome é Antonio Frauches e sou o novo colunista do Futirinhas, onde escreverei sobre o Fluminense. Antes de descrever a maravilhosa partida contra o Criciúma, vou me apresentar. Um escritor genial, um poeta ilustre, um dramaturgo sensacional e um tricolor doente. Esse era Nelson Rodrigues. E eu sou bastante fã dele. Acho que esse é o melhor jeito de me apresentar.

Agora, vamos a partida. Ok, o Criciúma não é nenhum Bayern de Munique ou Barcelona, mas levando em conta que o Flu foi com um time misto, 3 x 0 é um resultado excelente. O melhor, porém, nem foi o resultado em si, já que aquilo que mais me agoniza no time foi quase resolvido nesta noite: a retranca do Abel. Ao contrário do ano passado e no início desse ano (Onde se inclui a conhecida Tragédia do Olimpia.), o Fluminense percebeu que pode se impor contra o adversário e que isso não significa desrespeito! Abel, se liga! Uma coisa é respeitar o outro time, outra completamente diferente é deixar o outro time atacar sem dó! O predomínio, mais notado no primeiro tempo, foi bonito de se ver. Outra coisa que me deu um misto de contentamento e relaxamento foi a calma. Sabe quando o adolescente vai perder a virgindade e fica completamente nervoso, trocando palavra, gaguejando e tremendo? Então, era assim que o Flu ficava depois que fazia um gol. Perdi as contas de quantas vezes eu vi o Cavalieri e o Gum (Acreditem…) salvarem o time depois de abrir o placar. Mas não hoje. Como se fosse o Barça do Guardiola, o Fluminense manteve a calma depois do gol e continuou atacando pra ampliar. Dito e feito, o Flu fez uma partida bastante satisfatória, ainda mais no primeiro tempo. Bem, vou parar de enrolar e ir para as notas individuais!

Ricardo Berna – Nota 7,0

No primeiro tempo, não teve muitas dificuldades, já que a última coisa que o Criciúma fez foi atacar. Já no segundo tempo, fez duas defesas boas, a principal delas no comecinho do 2º tempo. Já me convence que não é um T-Rex ou um mão-de-alface, mas ainda acho que tenho que ver mais defesas pra comparar com o Cavalideus.

Wellington Silva – Nota 3,5

Foi mal. Aliás, foi mal pra cacete. Errou cruzamentos, marcou pouco e nem apresentou aquela característica raça. O problema é que ele é reserva do Bruno. E eu sinceramente não vejo esse futebol no Bruno que as pessoas falam… W. Silva pode até ter ido mal hoje, mas ainda confio mais nele que no Bruno.

Gum – Nota 6,5

Não foi aquele Gum, que é um chiclete no pé do atacante adversário. (Eu sei, a piada foi nojenta…) Mas dado a falta de competência adversária, não foi cobrado. Foi bem nas bolas que lhe vinham e ajudou no ataque, dando uma bela assistência.

Digão – Nota 4

“Antonio, porque você deu 4 pro Digão, se ele jogou tão bem?” É que esse ‘4’ não é a nota. Esse ‘4’ é a camisa que o Digão merecia usar. Eu, particularmente, não sou fã do Digão. Sei lá, ele costuma ser “caneludo” e pouco técnico. Mas não hoje. Hoje ele estava imbatível, indestrutível, impagável! Fez dois gols de cabeça, e como se não fosse o bastante, foi seguro na marcação. O que me confortou muito! O Euzébio anda com um futebol horroroso ultimamente e é muito bom saber que temos um jogador que, entre uma canelada e outra, pode ajudar muito! Se fosse pra dar nota mesmo, seria de ‘8,5’ pra cima!

Carlinhos – Nota 6,5

O Carlinhos é um jogador instável. Tem jogo que ele encarna o Carlos Alberto Torres albino e careca e só falta fazer chover granizo sabor Nesquik de Morango. Mas tem jogo que ele parece um saci manco e erra tudo que tenta. Hoje, ele ficou entre os dois. Fez uma partida aceitável, dando certo apoio ofensivo e proteção defensiva e foi bastante presente. Mandou bem, Little Carlos!

Diguinho – Nota 7,0

Ele não merece um ‘7’. Na verdade, merecia no máximo uns ‘5’. Só que estamos falando do Diguinho, e o simples fato dele não ter feito nenhuma burrada gigante já sai no lucro. Se eu não tivesse lido o nome dele antes do jogo (E rezado uns 30 pais-nossos, diga-se de passagem.), eu nem saberia que ele entrou em campo.

Edinho – Nota 6,5

O Edinho é aquilo tipo de volante “brutucu”. Erra passes que até minha vó que tem Alzheimer acerta, mas marca que nem um queniano esfomeado e costuma ser um belo Cão-de-Guarda. Foi o caso. Pouco participou (Apesar de um belo chute no fim do jogo) e só marcou. Mas pelo menos desempenhou sua função de zagueiro adiantado.

Rhayner – Nota 7,5

Vou fazer uma comparação bem retardada pra explicar o Rhayner. Imaginem que ele é como as Meninas Superpoderosas. Adicione tempero, açúcar e tudo o que há de bom. No caso do Rhayner, adicione velocidade, garra e mais velocidade. Só que tem o Elemento X. No caso do Rhayner, é o fator “Falta de habilidade”. Nessa partida ele não cometeu nenhuma “canelice” extrema, como foi o caso durante o Carioca, mas com certeza teria ido melhor se tivesse mais habilidade com a bola no pé. Mas pelo menos ajudou muito o time com suas arrancadas, e principalmente, sendo derrubado. Apanhou mais que Jesus na cruz e foi uma boa válvula de escape pro time. É gente, parece que o maratonista tricolor está conquistando o lugar dele!

Thiago Neves – Nota X

Eu dei nota “X” porque o Thiago Neves é uma incógnita. Ele entrou e não errou. Mas só foi participar efetivamente aos 44 minutos, quando o jogo já estava definido. Mas quando “resolveu” agir, explodiu um belo chute no travessão. A impressão que dá é que o Thiago Neves joga de sacanagem, mas quando que, dá show. Thiago, tá na hora de decidir! Vai ser o Thiamo Neves ou o Thiago Never?

Wagner – Nota 5,5

Não foi nenhum Deco da vida, coisa que vinha sendo no início do ano. Foi meio burocrático e basicamente tocou pros lados. Mas chamou a atenção com chutes de longe, mas não levou nenhum perigo absurdo. Caiu um pouco de rendimento em relação aos últimos jogos, mas ainda é uma boa opção de armação.

Felipe – Nota 5,0

Não fez muita coisa. Entrou no final e pouco fez. Mas as boas atuações nas últimas partidas ainda me fazem feliz. Ele parece aquele velhinho da sua pelada que mesmo sendo careca e gordinho, joga bem. Até porque ele é um velinho careca e gordinho que joga bem.

Samuel – Nota 4,0

Não fez porra nenhuma. Aliás, nunca fez porra nenhuma. Só que no jogo de hoje ele exagerou. Mostrou-se um jogador lento e pouco técnico. Mas na falta de reserva… A única coisa boa que fez foi sair pra dar lugar pro Nem.

Wellington Nem – Nota 7,0

No começo do ano o Nem disse que ia ser o seu ano e eu acreditei. Mas não vinha sendo. Até hoje. Logo depois que entrou, deu uma bela arrancada e quase sofreu um pênalti. Na seguinte sofreu. E bateu com categoria, com goleiro pro lado e bola pro outro! Parece que aquele Nem voltou, aquele que foge do marcador como um corintiano fugindo da policia!

Rafael Sóbis – Nota 8,5

Deu até orgulho de ver ele hoje. Ele gritou “Digão, Sóbis na área e faz o gol”. E o Digão fez. Duas vezes. Hoje o Sóbis tava arisco. Bom futebol, uma bela assistência,uma falta que quase foi gol e uma porção de bons passes e cruzamentos. Depois do título de “Miss Brasileirão” ano passado, parece que acordou pra vida e provou que sabe jogar bola. Depois do jogo de hoje, ele sóbis no meu conceito.

(Nota especial) Fred – Nota 9

9 de atacante. 9 de matador. 9 de nono gol dele esse ano. Dón Fredón tá que tá! Metendo gol no Quissamã e na Inglaterra!

Bem, queridos leitores e leitoras, foi um prazer imenso, do tamanho da velocidade do Rhayner e ruindade do Diguinho, escrever essa coluna.

Obrigado a quem leu,

Saudações tricolores,

Antonio Frauches.

PS.: Alguém mais ficou impressionado com a evolução do Tartá? Sei lá, ele me pareceu bem no jogo hoje… Não que eu queira ele de volta, mas…

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