Coluna do Palmeiras #3 – Categoria de base do Palmeiras: Reforçando rivais desde 1914 | FUTIRINHAS

Coluna do Palmeiras #3 – Categoria de base do Palmeiras: Reforçando rivais desde 1914

Por Jefferson Pereira 

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Para quem não se lembra, a série B de 2003 tinha um sistema de disputa totalmente diferente do atual. Participaram 24 equipes que se enfrentaram em turno único, classificando-se os oito primeiros para a segunda fase, quando foram divididos em dois grupos de 4 equipes. Esses grupos fizeram partidas de ida e volta, classificando-se os dois primeiros colocados, os quais fizeram um novo quadrangular para decidir o campeão e vice-campeão, os quais teriam direito a subir para a série A em 2004.

O Palmeiras tinha pelo menos dois concorrentes fortes para o acesso, o Botafogo e o Sport e, de fato, estas equipes foram as maiores pedras no sapato do alviverde, mas o fim da história todos conhecem: Palmeiras campeão e fim do pesadelo.

Esta retrospectiva serve para relembrar um fato importante. O time que conseguiu o acesso nesse campeonato tão penoso e de regulamento tão complicado, estava recheado de jovens vindos das categorias de base. O ataque titular era formado por dois pratas-da-casa: Edmilson e Vagner Love. Diante disso, surge a questão: porque o Palmeiras insiste em não valorizar e dar chance aos jogadores formados em casa?

Temos muitos exemplos nos últimos anos, de jogadores de grande potencial que se cansaram de não ter chance e foram para outros clubes, onde se destacaram. São os casos do Marquinho, que foi titular do Fluminense e se transferiu para a Roma; Ilsinho, que foi para o São Paulo e depois vendido para o Leste Europeu; Elias, que passou por Ponte Preta, Corinthians e Atlético de Madri, entre outros.

Recentemente, perdemos o Bruno Sabiá para o Internacional e o João Pedro para o Corinthians. Ambos eram considerados grandes promessas, sendo que o João Pedro foi artilheiro do time na Copa São Paulo, mesmo sendo reserva. Não duvido que muito em breve ambos terão oportunidades em seus novos clubes.

No elenco atual há vários jogadores vindos da base, mas a maioria não tem sequer ficado no banco. A principal promessa é o Bruno Dybal, um meio-campista talentoso, que poderia muito bem entrar na vaga do Marcio Araújo, por exemplo. Tem também o Edílson, que se machucou, mas está voltando, o Diego Souza que é habilidoso, o Luis Felipe, lateral direito que voltou de empréstimo, além do Chico, que se destacou na Copinha. Esses jogadores precisam ser testados, precisam ter chance de mostrar sua garra e seu talento. Via de regra, jogadores em início de carreira estão mais motivados porque ainda buscam visibilidade.

O Palmeiras poderia se beneficiar muito dando chance a esses garotos de mostrar seu valor. No entanto, a diretoria prefere buscar jogadores de pouca expressão no Londrina e em outras equipes pequenas, jogadores sem história e sem identificação com o clube. Daí termos visto um desfile de “craques” nos últimos anos, como Fabinho Capixaba, Max Pardalzinho, Lenny e tantos outros, enquanto os bons jogadores que são formados na base vão brilhar em outros times.

Está na hora do Palmeiras decidir se quer continuar gastando dinheiro nas categorias de base para reforçar outros clubes ou se quer transformar esse gasto em investimento, aproveitando melhor os jogadores formados em casa, criando novos ídolos para essa torcida tão sofrida e gerando retorno financeiro para a contratação de craques já consagrados, em vez de jovens promessas que nunca se cumprem. Com a palavra, o presidente e sua diretoria dita profissional.

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