Coluna do Papão #1 – O feroz Papão da Curuzu saiu do calvário

Por Vitor Hugo Chagas 

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(Resenha de Paysandu 2 x 0 Paraná Clube)

Terça era um dia de tudo ou nada para a torcida bicolor. O time finalmente havia ressurgido do calvário que foi passar anos no ostracismo do futebol nacional estando na série C.A cada ano o acesso batia na trave, mas de forma dramática e heróica o Papão voltou a disputar o segundo escalão do futebol nacional.Mas ontem a situação estava difícil.

Após um acesso conquistado com dificuldades e reviravoltas, o Paysandu Sport Club parecia não aproveitar o feito, a campanha estava irregular, um empate contra o ASA de Arapiraca, uma derrota( garfada descaradamente) para o Ceará e um empate medíocre com o América-RN,  que foi dito como limite para uma vitória bicolor, nos assombrou com a dúvida de até onde o Papão iria.O rival sem divisão até fazia piadinhas de contagem regressiva de retorno ao inferno, mesmo que o que eles mais queiram é uma contagem regressiva para a série D, mas esqueçamos eles ,não se deve dar espaço a quem sequer disputa um campeonato nacional.O desespero bateu às portas do maior detentor de títulos do norte do Brasil.

Descartou-se até a competência provada de Lecheva como técnico, jogador participante da Copa dos Campeões e da vitória sobre o Boca na Bombonera, assumido torcedor bicolor para uma tentativa de renovação.Ele fez boa campanha na Copa do Brasil ano passado, conquistou o acesso e nos deu o 45º título paraense, mas isso tudo foi desconsiderado frente ao fato de que o Papão necessitava de uma vitória para afastar o pesadelo de uma zona de rebaixamento.

Lecheva
(Lecheva sendo saudado pela torcida)

Mas o que acontecia com o Papão?Já havia feito apresentações espetaculares, possui jogadores de competência a fazer um belo campeonato e tradição nessa mesma série B na qual foi campeão por 2 vezes.Era estranho ver o comportamento do time e não condizia em nada com a fama de Papa- títulos do Norte.É claro que a pressão pelo retorno á série B era grande, o nível da competição não é o mesmo do Paraense, e o time ainda estava em formação e adaptação, mas faltava alguma coisa de efeito.Em minha singela opinião esse algo era fundamental ao time de Suíço, algo pelo qual ele é famoso nacionalmente e amedronta quem chega à capital paraense: sua fiel torcida, a avalanche bicolor.

Aeroporto
(Recepção do time no Aeroporto)

Armando Nogueira já escrevia sobre o Paysandu no título da Copa dos Campeões: “Se o Flamengo é o esplendor d’alma, o Paysandu é a própria alma do Paraense”, sim, a torcida bicolor é extremamente devota ao time e contagia até aos adversários.Não é a toa que o eterno Campeão dos Campeões brasileiro tem a maior média de público de todos os times que disputam a série B.Esse encontro não havia ocorrido ainda, pois o time jogou dois jogos em Paragominas, a 300km de Belém, por perda de mando de jogo. A saudade apertou e o time que representa o Norte do Brasil na série B precisou ser tocado por aqueles que o têm como a própria alma.

Festatorcida

Por mais que as circunstâncias tenham posto apenas 10.300 torcedores no Colosso do Benguí (vulgo Mangueirão) ontem, a torcida fez um papel significativo. Ela cantou do início ao fim do jogos cada jogador afirmou depois do jogo que o contato com a torcida foi maravilhoso e fez diferença na postura do time.Convenhamos, esse horário de 19:30 da noite é horrível para o futebol no meio de semana, vi várias pessoas chegando no fim do primeiro tempo devido a saírem de seus ofícios somente naquele horário, e muitos não puderam ir porque estavam trabalhando ou estudando no horário.Mas a torcida alvi-celeste é tão espetacular que mesmo um público insignificante para seus padrões consegue fazer diferença ao time e ser o maior da rodada da série B.É a força da fiel bicolor., e eu, claro, não poderia deixar de estar lá apoiando o Papão.

Contudo, o time precisou de um tempinho para sentir o poder que vem de sua torcida.Comecei a me desesperar, o time mantinha a mesma postura dos outros jogos e aquele já havia passado de ser o jogo crucial para uma vitória do Papão. O time estava confuso e não conseguia manter uma postura de ataque, por mais que tivessem jogadores de velocidade e qualidade como Yago Pikachu, Alex Gaibu e Eduardo Ramos., quem teve destaque foram as piores peças do  time, o “atacante” João Ruim Neto, o zagueiro Diego Passarela Bispo e a principal ruindade, chegando até a meter a mão na bola, o festeiro Rafael do Popsom Oliveira.A resposta veio no intervalo, a torcida que apoiou bastante chegou a vaiar ,pois o Papão estava irreconhecível frente a suas melhores atuações e repetia seus fracassos do início da competição.Eu fiquei atônito durante todo o intervalo.

E a vaia surtiu efeito.O técnico interino Rogerinho Gameleira,único Bi-campeão Brasileiro com o Papão da Curuzu, viu que o time precisava ser reformulado e manter uma postura de ataque diferente. Viu a asneira que era por João Ruim Neto em Campo e chamou o terror do Boca Juniors, Iarley para jogar.O time voltou outro, a defesa foi bem aplicada, dando poucas oportunidades ao Paraná Clube, o zagueiro paraense Raul jogou muito bem , até mesmo Diego Bispo foi regular.O ataque conseguiu articular boas jogas e fazer contra-ataque, Iarley deu outro olhar à partida, qualquer um faria tratando-se de João Neto, mas o terror do Boca é habilidoso e tem seus méritos. O Maestro Eduardo Ramos fez dignissímamente seu papel, sendo impecável ,Yago Pikachu apareceu rápido pela direita como se estivesse utilizando um quick-attack e Alex Gaibu apareceu veloz e com bastante raça no meio de campo.Até que o improvável aconteceu…

Com a pressão feita no segundo tempo, escanteios vinham à tona para o Paysandu, em um cruzamento feito pelo Maestro Eduardo Ramos, ninguém menos que Rafael do Popsom Oliveira se pôs a postos e abriu de cabeça o placar para o Papão, o cara jogou mal o jogo todo, mas se der chance ele não perdoa, com esse gol ele incrivelmente já tem dois gols na competição e sua atuação ruim foi deixada de lado e esquecida pela torcida, que foi ao delírio.

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(Rafael Popsom Oliveira sai para comemorar seu gol)

O segundo gol só confirmou a boa atuação bicolor.Os destaques do jogo, Yago Pikachu e Eduardo Ramos tiveram participações diretas nele.A articulação da bola no meio de campo se apurou e o maestro deu passes bastante apurados durante o jogo, em uma troca e passes, o rápido lateral Yago Pikachu confirmou sua categoria ao dar um passe Magistral ao Maestro Eduardo Ramos que completou em chute potente ao gol para sacramentar a vitória do Papão da Curuzu.

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( O maestro também comemora seu gol)

O único time do norte a disputar uma Libertadores continuou no jogo e não sofreu pressão dos Paranauê.O Papão atacou incisivamente mas não  foi suficiente para aumentar o placar. Mas isso pouco importou, pois o time conseguia quebrar o jejum de vitórias na competição, permitiu o delírio da torcida e a melhora significativa na tabela.A série B começou para o Papão ontem.O time pode ser competitivo na competição, o que faltou foi sentir o calor da torcida para se tornar o autêntico Papão da Curuzu.Que venham mais vitórias!

Sou Vitor  Hugo Duarte das Chagas,19 anos, estudante de Direito, natural de Belém-Pará-Brasil, portanto sou amazônida e apaixonado torcedor do Maior Clube que a Amazônia já viu. O Feroz Papão da Curuzu.

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