Coluna do Vasco #1 – Sem ajuda do goleiro dessa vez? | FUTIRINHAS

Coluna do Vasco #1 – Sem ajuda do goleiro dessa vez?

Por Lucas Miranda

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Esporte Clube Vitória: Estreou bem no Brasileirão num empate por 2×2 em casa, onde poderia ter vencido, contra o Internacional, e também fez uma excelente partida contra o Naútico jogando fora, vencendo o anfitrião por 3×0.

Clube de Regatas Vasco da Gama: Jogou bem a primeira metade dos jogos nos dois últimos confrontos, onde ganhou um por vantagem mínima, e no outro foi goleado. Incrivelmente fez dois gols, um em cada partida, no tempo em que atuou pior, e ainda só por receber presentes dos goleiros adversários.

O retrospecto do confronto dos dois times no estádio Manoel Barradas (Barradão), local do jogo da 3ª rodada do campeonato nacional, é de 10 trunfos para o leão de Salvador e 1 empate.

Com os fatos acima, o favoritismo do time soteropolitano era evidente, e acabou se concretizando. Com um gol marcado por Dinei em cada uma das metades da partida, o Vitória venceu o cruzmaltino e dormiu líder neste sábado.

Mas, ao contrário dos jogos anteriores, o Vasco iniciou o jogo perdido em campo, e acabou voltando para a etapa final melhor, no que acredito ser fruto de uma conversa bem aplicada por Autuori. Mas infelizmente não foi suficiente, apesar de ter buscado o gol, e até ter feito dois que foram anulados, o gigante da colina esmoreceu quando levou o segundo gol, de pênalti, no seu melhor momento na partida. Não reclamarei da arbitragem, acho que não vale a pena reclamar de algo que já sabemos que sempre pode acontecer, e que só a diretoria que pode tentar fazer algo sobre. Se os dirigentes pensam que o clube está sendo “perseguido” ou “prejudicado frequentemente”, cabe a ela reclamar com a entidade responsável pela arbitragem e exigir algum tipo de solução. No mais, acho que o grande azar do Vasco nesta partida foi o goleiro Wilson não ter seguido o exemplo de Gledson e Rogério Ceni, pois duvido que o bandeira iria anular uma entregada.

Autuori terá muito trabalho para fazer esse time engrenar, pois como foi dito pelo próprio técnico, há uma fragilidade mental incrível, que é até difícil de explicar. Não é possível que jogadores profissionais, que vivem de jogar bola, errem tantas coisas básicas. Não temos talentos individuais, talvez os jovens Alisson e Dakson possam ser um alívio, ou até mesmo Carlos Alberto e Bernardo se quiserem jogar de verdade, portanto para superar os adversários, teremos que utilizar a força do grupo e jogar coletivamente. Mas isso será mais complicado que realmente é para o Vasco da Gama? Acho que sim, porque apesar de alguns jogadores terem momentos bons na partida, nunca estão sincronizados. Se alguém constrói uma jogada, seu companheiro faz um enorme esforço para desmanchá-la. Não posso nem reclamar do Dakson tentar os chutes de fora da área com tanta frequência, quando ele olha ao seu redor e vê Fellipe Bastos que carrega a bola demais e erra tantos passes, Elsinho ou Yotún que são incapazes de acertar um cruzamento, e Tenório ou Edmilson sempre marcados. Nem citei Pedro Ken, porque nem eu que tinha uma visão de cima consegui achá-lo em campo. Outro ponto a se destacar, mesmo com três volantes o time não conseguiu dar segurança à zaga, que parecia não estar no jogo na primeira etapa, e consequentemente por ter tantos homens atrás, não armaram nada. Não tem como pedir para escalar mais armadores no momento, porque 3 dos que poderiam ser algo próximo disso estão machucados, mas espero que isso mude quando saírem do departamento médico, ou quando, e se, Santiago Montoya chegar.

Acho que ainda é muito cedo para dizer que iremos lutar contra o rebaixamento, porém isso não está fora de cogitação. O time pode melhorar muito com os reforços que vieram ou ainda vão chegar, e se Paulo Autuori conseguir fazer o time jogar durante um jogo inteiro, não só metade, seja ela a inicial ou final.

Poderia ficar um bom tempo aqui, reclamando de várias coisas, mas todas já são conhecidas pela torcida, então nem vale a pena ficar enchendo o saco, portanto, vamos para as atuações:

Michel Alves – 5,0 : Nenhuma defesa difícil, nenhuma responsabilidade nos gols. Mesmo assim, não passa segurança à torcida.

Elsinho – 3,0 : Passes errados, bolas nas costas, faltas, complicando em lances perigosos, e cruzamentos errados. Tudo isso em demasia. O primeiro gol do Vitória aconteceu por uma bola lançada da zaga para suas costas. E ainda levou um cartão amarelo. Talvez a nota ainda não esteja representando bem sua atuação, mas leva um desconto por dois bons desarmes.

Luan – 5,0 : Muito nervoso no início do jogo, cometendo algumas faltas pelo lado direito. No segundo tempo foi mais discreto, o que considero bom para um zagueiro, mas não comprometeu.

Renato Silva – 3,5 : Participou diretamente dos dois gols, só que eles foram a favor do outro time. Não acompanhou Dinei quando Escudero recebeu nas costas de Elsinho, e ainda provocou um pênalti desnecessário em Victor Ramos, onde levou amarelo.

Yotún – 4,5 : Assim como seu companheiro da lateral direita, deixou que atacantes recebessem bolas que criaram lances de perigo. Mas na etapa final cresceu, desarmando boa parte das jogadas pela esquerda e participando mais do ataque.

Sandro Silva – 5,5 : Fez um bom primeiro tempo. Seguro na marcação, foi o único jogador lúcido no setor defensivo. No finalzinho do jogo, foi displicente ao desperdiçar uma bola na entrada da grande área, mas não mudaria o jogo de qualquer forma.

Pedro Ken – 5,0 : No primeiro tempo, só foi visto quando cortou uma bola que atravessava a área vinda da esquerda. Já no segundo apareceu mais, auxiliando Yotún na criação de jogadas. Deu um bom passe para o gol anulado de Edmilson.

Fellipe Bastos – 4,0 : Qual o segredo dele? Será que tem um desempenho espetacular nos treinos? Será que é fundamental para uma tática proposta pelos treinadores? Não sei, mas gostaria de saber porque tantos treinadores que passaram pelo Vasco continuam a colocá-lo como titular. Erra tudo que tenta, seja passes, chutes ou desarmes. Numa ótima chance, ainda no primeiro tempo, se desentendeu com Edmilson (ou foi Tenório?) num contra-ataque perigoso.

Fillipe Soutto – 5,0 : Entrou no lugar do seu xará, e acho que deveria ficar para o próximo jogo também. Se não foi decisivo, mostrou a mesma disposição que F. Bastos, mas sem errar tanto.

Dakson – 6,5 : Único sinal de criatividade do time em boa parte do jogo. “Todas” as duas finalizações do primeiro tempo por parte do cruzmaltino foram suas, mas ambas para fora. Cresceu junto com o time no começo do segundo tempo, mas após ter seu gol anulado, desapareceu por alguns momentos. Perto do final, arriscou chutes de fora da área e alguns passes mais difíceis, errando-os, mas era um sinal que “o jogo já tinha acabado”.

Edmílson – 5,0 : Procurou espaços nas frente para receber a bola, mas o time não criou tantas jogadas, portanto pouco participou do jogo. No lance de seu gol que fora anulado, demonstrou frieza na finalização. Apesar da atuação apagada, parece ser uma melhor opção que Éder, diante da má fase do atacante.

Tenório – 4,5 : O que fazer quando a bola não vem? Buscar a bola lá trás? Ele tentou, sem muito sucesso. Fazer nada? Ele também fez. Não tem o que falar de positivo ou negativo.

Autuori – 5,0 : Tenta dar estratégia para o time, tenta motivá-los. E consegue, mas só por uns 20 minutos, ou no máximo, 45. Acho que ainda é cedo para cobrá-lo por grandes mudanças, mas assim como fez com Éder, poderia fazer com Bastos… talvez Elsinho, mas foi uma noite terrível para o lateral direito, talvez melhore nos outros jogos.

Time: Desde Fágner, o time não consegue ter bons cruzamentos laterais (não que Fágner fosse ótimo nesse fundamento), ou ter boa proteção nos flancos. Em determinado momento da partida, os laterais estavam cruzando para a meia-lua da área, que ainda estava povoada de rubro-negros; Os dois gols que fizemos no campeonato só vieram com auxílio do adversário, o que mostra que não temos criados boas chances, e mesmo quando criamos, as desperdiçamos; Volantes devem ser de enfeite, cobertura quase zero, e elemento surpresa somente no final da partida, com Fillipe Soutto; E a zaga parece alheia ao jogo, não se posiciona bem contra cruzamentos e é um sacrifício rechaçar jogadas aéreas ou terrestres.

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