Coluna do Vasco #3 – Na vontade e na sorte

Por Lucas Miranda 

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           “Sábado, na derrota para o Vitória, o Vasco foi inferior ao time baiano, mas acabou prejudicado com dois gols mal anulados pelo assistente José Roberto Larroyd. Ao deixar o Barradão, encontrei dirigentes vascaínos. Não havia nenhum incômodo aparente com a má atuação do árbitro. Não houve protesto, nada oficial, sequer capacidade de indignação. Falta força nos bastidores.”

                Esse é o relato do Lédio Carmona, jornalista e comentarista esportivo, que participou da transmissão do jogo de sábado em Salvador. Gostaria que neste momento, todos os vascaínos dessem uma salva de palmas para a nossa Diretoria Hiper-Competente e preocupada com o desempenho e bem-estar da instituição.

                Voltando para o presente, e para uma rodada mais feliz que as anteriores, nesta noite de quarta tivemos gratas surpresas. A primeira, e mais evidente, Vasco ganhou um jogo novamente. A segunda, Carlos Alberto voltou a jogar, e conseguiu se destacar no meio campo do Vasco, tá certo, isso não é difícil, mas é uma boa notícia. A terceira, Michel Alves não levou gol, dessa vez sendo exigido. O Gigante da Colina não fez uma partida brilhante, apesar de ter sido 2×0 ao seu favor, mas dessa vez conseguiu segurar o resultado. Vamos às atuações:

Michel Alves – 8,0 : Um jogador para dar aos torcedores fortes emoções. Seja ela de alívio, ao fazer defesas difíceis, ou de temor, ao quase levar um grando histórico. Foi fundamental na vitória do time, mas ainda não inspira segurança.

Elsinho – 7,5 : Voltou ao time, substituindo seu clone perna-de-pau. Ou foi ao contrário. Só sei que este que esteve em campo foi agudo, auxiliando bastante nos ataques e até dando uma assistência num contra-ataque fulminante, onde estava bem posicionado para retomar a posse da bola e acionar Abuda. Mas os dois tem algo em comum, gostam de levar bolas nas costas. Apesar disso, foi o ladrão de bolas do time.

Renato Silva – 6,0 : Fez o seu papel, dentro do possível. A zaga continua a vacilar, mas os zagueiros levam um crédito por não ter levado gol, apesar de o mérito todo ser do Michel Alves. Errou muitos passes.

Luan – 5,5 : Mesma coisa que seu parceiro de zaga, mas levou um amarelo.

Nei – 5,5 : Foi essencial para mostrar ao clube que necessitamos de outro lateral esquerdo, de preferência, para fazer Yotún correr atrás da vaga.

Sandro Silva – 6,0 : Errou pouco nos passes e foi efetivo nos desarmes. É o melhor volante do time.

Wendel – 6,5 : Foi bem no ataque, inclusive dando uma assitência. Mas necessita tomar mais cuidado na hora da marcação.

Pedro Ken – 6,0 : Está jogando razoavelmente bem, tenta criar jogadas e envolver a marcação. Não conseguiuno primeiro tempo, mas pelo menos no segundo buscou jogo.

Abuda – 7,0 : Entrou no finalzinho e fez o gol. Mais alguma coisa?

Alisson – 6,5 : Apagadíssimo no jogo, e quando pegou na bola, errou os passes. Foi brindado com um gol, que salvou sua atuação.

Carlos Alberto – 6,5 : Para quem voltou depois de dois meses sem jogar, voltou bem. Para o Cazalbé que estamos acostumados a ver, voltou muito bem. No começo do segundo tempo, errou 3 passes em apenas 2 minutos, mas isso não machou sua atuação.

Dakson – 6,5 : Entrou, errou alguns passes, mas ainda sim foi o que mais finalizou. Mesmo com alguns torcedores não concordando, é um dos melhores do setor. Se tiver mais suporte, pode causar um bom estrago aos adversários.

Edmílson – 5,0 : Alguém sabe se ele jogou nesta partida? Tá na escalação, mas nem o vi em campo.

Tenório – 5,5 : Substituiu Edmílson em campo, e fez a mesma coisa que ele. Mas como teve um tempo menor em campo, não perdeu nota.

Paulo Autuori – 7,0 : Cada vez mais podemos ver o dedo do treinador no time, um crescimento evidente, mas que não melhorará mais que isso por falta de material humano.

Time – 6,5 : Ganhou. Esse foi o ponto positivo. Positivo suficiente para merecer esta nota, ou talvez eu esteja sendo generoso. O placar de 2×0 não mostra o que o jogo foi. Atacantes do Galo apareciam com frequência em nossa área defensiva com a bola dominada, e com chances reais de fazer o gol, como aquela do Leandro Donizete. O Vasco conseguiu finalizar 10 vezes, enquanto o time mineiro finalizou 15. Mas acho que a sorte deu uma moral pro cruzmaltino essa vez, como podemos notar desde a escalação do adversário.

Alecsandro – 10 : Melhor jogador vascaíno em campo. Implacável na defesa, ajudou Michel Alvez no mínimo 3 vezes. Thiago Silva e David Luiz que se cuidem na seleção, Alecsandro tá aí para a Copa do Mundo. Só não entendi porque o uniforme dele estava diferente dos demais vascaínos.

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