Fluzão #5 – Nelson Rodrigues, o craque!

Por Antônio Frauches 

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  Nelson era um jogador diferente. Nelson nunca fez um gol sequer, nunca roubou uma bola na lateral, nunca bateu uma falta nem nunca fez uma defesa no ângulo. Nelson nunca deu um elástico, nunca fez gol de barriga, nunca fez pênalti, nunca falou que o jogo valeu pelos três pontos e nem nunca reclamou com o “professô” por um cartão amarelo. Nelson na verdade nunca sequer correu até a linha de fundo pra cruzar, nunca deu discurso emocionado no vestiário, nunca levou caneta e nem nunca deu passe de letra.

  Mas Nelson Rodrigues era craque. O Fluminense, a entidade e não o clube, na verdade, dependia desse craque. Nelson tinha uma classe pra defender o futebol que nem Beckenbauer, nos dourados anos 70, tinha. Nelson tinha uma capacidade de ser certeiro nas palavras que nem Rivellino tinha ao bater faltas com sua canhota letal. Nelson Rodrigues entendia da coisa. Nelson sabia como driblar as palavras, as frases, os poemas, os versos. Ele, gênio como era, sabia ser simples na ideia, complexo na noção e profundo com as colocações.

   Nelson Rodrigues podia até não ser um desses jogadores que entram em campo, mas era um daqueles que alimentavam a fantasia de um garoto que, no auge de sua inocência e sede por ídolos, se delicia com esse futebol fantástico, imaginário, fantasioso e clássico. Nelson Rodrigues era um jogador atemporal. Suas “partidas” não duravam 90 minutos como as de um mísero jogador. Nelson é eterno nos sonhos, nas ideias e nas crônicas. E que seja até ironia de Deus colocar na mesma casa Mario Filho e Nelson… Logo o mito flamenguista. Logo o gênio tricolor…  Mas não importa que força esteja falando. Nelson era mais Fluminense do que qualquer outra coisa.  É a alma, o espírito e o corpo de um tricolor, apaixonado.

  Nelson é o Conca, o Washington, o Romerito, o Rivellino, o T. Silva, o Zagallo… Nelson era como era, como é…

  E que seja dito que a maior verdade sobre Nelson, não foi nem foi ele quem disse: E se o Fluminense é religião, que Nelson seja Papa, Jesus, padre, crente e até, do alto de suas crônicas, ateu.

  Saudações tricolores,

  Antonio Frauches

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