O Imortal #3 – Não me representa

Por Rafael Costa 

coluna3

Salve torcida mais bem vestida do Brasil!
Três pontos na comanda que vai aumentando à medida que pedimos uma nova rodada neste disputadíssimo bar do Brasileirão. E nem adianta pedir para o ‘tio’ da venda fazer ‘fiado’ – o bolicho está ficando apertado.

O jogo de ontem nos mostrou de uma forma bem curiosa que, talvez, o senhor Vanderlei Luxemburgo, vulgo ‘pofexô’, esteja lendo esta humilde coluna… E assimilou bem nossa última publicação, junto à primeira.

Finalmente teve coragem para tentar algo diferente, um pouco mais bravo, honrando sua sombra e água fresca à casamata.

Ousado e não menos surpreendente, o treinador optou por iniciar o jogo com Elano no banco, apostando na juventude e velocidade Guilherme Biteco. É bem verdade que nosso camisa 7, considerando sua idade, torna a meia cancha mais cadenciada e lenta, enquanto o guri Biteco corre por nós todos juntos. Mas ainda falta à prata da casa mais experiência, que sobra no Elano.

O que se viu no primeiro tempo, então, foi a festa de uma só canção. O Vitória, com o perdão da redundância, não veio em busca de vitória. Um time retrancado, talvez em virtude de reconhecer as próprias limitações, buscava nos contragolpes um gol esporádico e baseado na sorte… Tendo no empate um bom resultado.

Barcos e Kleber gladiador empilharam chances desperdiçadas, horas por culpa da afobação e vontade de vencer, outras pelo bom e competente goleiro Wilson – melhor jogador da partida, ao meu ver, isento de culpa no gol sofrido.

Tivemos bom volume de jogo, mas faltou aquele detalhezinho pequeno… O tal do gol.

O segundo tempo veio repetindo a tônica do primeiro, com Dida finalmente fazendo uma defesa para tentar suar o uniforme. Logo aos 20 minutos, Luxemburgo cria outro fator inesperado demonstrando gana de vencer: saca um volante, Adriano, e coloca Elano no jogo tornando o Grêmio ainda mais ofensivo.

Claro que também abriu espaços, mas esta era a intenção: tentar a qualquer custo o gol. E ele veio!
Numa boa jogada à frente da área, conseguimos uma falta a nosso favor. Elano assumiu a bronca e bateu com a maestria e qualidade que se espera dele; Wilson apenas assistiu a bola roçar onde a coruja mora e ciar deslizando pelas redes laterais sacolejando os barbantes.

elano

Festa da Geral, que num retorno digno de menção, alentou e fez sua parte devolvendo à arena o brilho que lhe havia sido roubado por corruptos do governo que só enxergam cifras em cada oportunidade forjada por suas mentes perniciosas.

Após o gol… Façamos um pequeno exercício de reflexão.
Adivinhem o que aconteceu…?

O mais do mesmo, como mencionei na minha coluna anterior!
O Grêmio se acomodou, parou de jogar, e viu o Vitória crescer, vir pra cima, e finalmente exigir da zaga e Dida boas intervenções.

Mas apesar dos pesares, ao menos na minha forma de ver, ficou constatado que não é culpa apenas do treinador. Luxemburgo ontem fez sua parte, tanto tática quanto motivacional (lembro de um xingão ao pé do ouvido do Guilherme Biteco, ainda juvenil, quando tentou direta uma falta que deveria ser alçada na segunda trave).

O problema está, talvez psicologicamente, no time. O próprio Zé Roberto, logo que saiu o gol e o Vitória começou a crescer, tentou cadenciar o meio, tirar velocidade e controlar mais o jogo, e a reação imediata da magnética geral foi se manifestar contrária, incentivando o meia a continuar o jogo que ainda não havia terminado.

Parafraseei uma das alegações mais polêmicas dos últimos tempos como título por um único motivo: Esta vitória não me engana. Os problemas estão ali, ainda, incrustados em nossas verdades, esgueirando-se por entre o vestiário gremista e por alguma perturbação anímica.

Não fosse o gol de Elano, um episódio isolado… Estaria este colunista aqui discorrendo acerca de um time que tenta e não guarda no fundo das redes. De um time que parece desinteressado em campo, incapaz de converter em números o favoritismo a si atribuído, independente do adversário.

Estamos traumatizados em meio a esta sina que nos acomete: marcar o gol e parar de jogar. E aos poucos descobrindo onde estão os verdadeiros culpados. O Brasileirão vai nos mostrar com mais calma.

Saudações tricolores,
Da-lhe!

Dida – Não foi exigido, e quando foi, defendeu bem. Precisa melhorar sua saída de bola aérea: em dois lances eu vi o pior acontecendo, não fosse a intervenção de Werley em ambos. [nota 5]

Pará – Jogou bem ontem, bastante participativo e vibrante. Não foi brilhante, mas esteve acima da própria média. [nota 6]

Werley – Se redimiu do fraco desempenho contra o Santos, e quando o circo pegou fogo foi ele, junto a Bressan e os volantes, que correu pelo time inteiro. [nota 7]

Bressan – Os mesmos comentários que faço ao Werley. Gostei bastante. Jogador sóbrio, não enfeita e cumpre bem seu papel. [nota 7]

Alex Telles – Participativo, mas ainda comete uns erros infantis que precisam ser trabalhados. E precisa aprender a cruzar também. [nota 5]

Adriano – Uma grata surpresa. Mordi minha lingua com ele ontem. Esteve bem em todos os desarmes e não errou nenhum passe. [nota 7,5]

Souza – Se aventurou ao ataque, além de cumprir sua função defensiva. Me agrada muito seu estilo de jogo, e, quando quer jogar, sempre se destaca. [nota 6,5]

Guilherme Biteco – Participou ativamente do jogo, buscando bola e tentando mostrar serviço. Ainda precisa de sequência e de um pouco de visão de jogo. [nota 5,5]

Zé Roberto – Achei ele bem abaixo do que costuma jogar, e não gostei da atitude – merecidamente vaiada pela torcida – de segurar o jogo quando tinha ainda 15 minutos pra jogar. [ nota 5,5]

Kleber – Está pesado e nitidamente fora de ritmo, mas acredito que tem futebol e possa melhorar com sequência de jogos. É nosso rei em cavar faltas, e vimos ontem como elas são importantes. [nota 6]

Barcos – Empilhou chances de gol e não contribuiu muito no ataque. Quando tentou resolver sozinho, errou tudo. Precisa ter mais calma… Os gols vão sair. Apesar dos pesares, gosto da contribuição defensiva que ele dá para a equipe. [nota 5,5]

Elano – Fez o gol e nada além. [nota 6]

Ramiro – Ainda não vi as qualidades que ressaltam nele, nem um motivo plausível que justifique sua contratação. Sei que ainda é cedo, mas Bressan e Alex Telles não precisaram de muito tempo para mostrar serviço. Errou tudo que tentou. [nota 3]

Welliton – Bruxo do Luxa, não consigo ver contribuição nenhuma dele ao time… E já não é de hoje. Não acho que seja o perfil do Grêmio. É tri-atleta: pedala, corre… E nada. [ nota 3]

Luxemburgo – Ontem ele finalmente fez sua parte e não se acovardou perante um time que não nos representava perigo algum. Vou criticá-lo quando ver necessidade, e elogiá-lo quando fizer aquilo que esperamos dele. Foi para o ataque, quis ganhar o jogo… E ganhou. [nota 7,5]

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