Os 15 melhores times da década de 90

Via DiBico

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O DiBico inicia uma série que destacará os melhores times de cada década. Na de 1990, tivemos verdadeiros esquadrões, máquinas, supertimes, chame como quiser. Fato é que, quem gosta de futebol, gosta da década de 1990.

Motivos para sentir saudades da década de 90: foi a última com o sistema de mata mata no Campeonato Brasileiro, personagens emblemáticos; supertimes; rivalidades a flor da pele.

Confira o nosso Top 15, dê sua sugestão nos comentários e sopre a corneta também.

 Flamengo 1992

1992 - Campeonato Brasileiro

Liderado por Júnior e comandado por Carlinhos, que já havia sido campeão brasileiro com o rubronegro em 1987, o Flamengo de 1992 conquistou seu quinto título brasileiro, tornando-se o primeiro pentacampeão nacional. A final foi um clássico carioca contra o Botafogo, 3×0 na ida e 2×2 na volta. No banco, o Fla contava com as revelações que conquistaram a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1990 (Junior Baiano, Piá, Fabinho, Djalminha, Marcelinho Carioca, Nélio e Paulo Nunes).

Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Rogério, Gelson Baresi, Junior, Piá, Paulo Nunes, Fabinho, Gaúcho, Nélio e Zinho. Reservas: Roger, Gottardo, Junior Baiano, Uildemar, Djalminha, Marcelinho Carioca. Treinador: Carlinhos

São Paulo 1993

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Um timaço, comandado por Telê Santana, o resultado não poderia ser outro a não ser glórias. Elas iniciaram em 1991, ano em que o tricolor conquistou o Campeonato Brasileiro e o Paulista.

Em 1992, novamente o Paulista e ainda a Libertadores e o Mundial, decisão contra o Barcelona de Koeman e Stoichkov. Em 1993, novamente a dobradinha Continental-Mundial, dessa vez, decidindo com o Milan. Era o auge dessa equipe épica, que entrou para a história do futebol e ainda foi vicecampeã da Libertadores de 1994.

Time: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldo, Doriva, André Luiz, Müller, Dinho, Palhinha, Leonardo, Toninho Cerezo. Reservas: Rogério Ceni, Ronaldo Luiz, Jura, Gilmar, Valdeir, Juninho e Guilherme. Técnico: Telê Santana

Vitória 1993

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Um time desacreditado, recém promovido da Série B, mas que chegou à decisão contra o Palmeiras no Brasileirão de 1993. Na primeira fase, classificou-se como líder do Grupo C, que contava com os promovidos à Série A em 1992 e os rebaixados à Série B em 1992. Na fase seguinte, caiu num grupo que tinha Corinthians, Santos e Flamengo, e apenas um se classificava, e foi o rubronegro baiano quem levou a vaga para as finais, que foram vencidas pelo Palmeiras. Mas a belíssima campanha do Vitória não foi e nem será esquecida.

Time: Dida; Rodrigo, China (Evandro), João Marcelo e Renato Martins; Roberto Cavalo, Giuliano(Gil Sergipano) e Paulo Isidoro; Alex Alves e Claudinho (Dão) e Pichetti.

Guarani 1994

Guarani 1994

O Guarani de 1994 chegou até as semifinais do Brasileirão, quando foi eliminado pelo Palmeiras, que viria a ser campeão. Após bela campanha nas fases iniciais, eliminou o São Paulo de Telê nas quartas. O Guarani de 94 tinha o famoso trio, Djalminha, Amoroso e Luizão, mas que atuaram juntos por pouquíssimas partidas, já que o habilidoso meia saiu para o Japão.

Time: Narciso, Marcinho, Claudio, Jorge Luís e Guilherme. Fernando, Fábio Augusto, Edu Lima e Djalminha (Júlio César). Amoroso e Luizão. Técnico: Carlos Alberto Silva

Palmeiras 1994

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O esquadrão de 1994, na verdade, iniciou-se em 1993. Em dois anos, o Palmeiras conquistou dois estaduais, um Rio-São Paulo, e dois Brasileiros. Uma equipe magistral, comandada por Vanderlei Luxemburgo e com peças sensacionais como Roberto Carlos, Evair, Edmundo e Rivaldo.

Time: Velloso, Cláudio, Antônio Carlos, Cléber, César Sampaio, Roberto Carlos, Edmundo, Flávio Conceição, Mazinho, Evair, Rivaldo. Reservas: Sérgio, Fernández, Gustavo, Wágner, Tonhão, Amaral, Zinho, Alex Alves, Maurílio, Paulo Isidoro. Técnico: Luxemburgo

Grêmio 1995

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Todo gremista tem saudade da década de 90.

O Grêmio de Felipão, Arce, Adilson, Paulo Nunes e Jardel, marcou época no Rio Grande e na América, com as conquistas da Libertadores e do Campeonato Gaúcho de 1995. Destaque para as quartas de final, contra o timaço do Palmeiras. Na partida de ida, no Olímpico, o tricolor gaúcho aplicou uma goleada por 5×0, com três de Jardel. Na volta, no Parque Antarctica, Jardel guardou logo aos 8min, assim, jogo tranquilo, só que não. O Verdão enfiou cinco no Grêmio, que ao final venceu pelo placar agregado de 6×5.

Time: Danrlei, Arce, Rivarola e Adilson. Dinho, Goiano, Arilson e Carlos Miguel. Paulo Nunes e Jardel. Reservas: Murilo, Vagner Mancini, Wagner, Alexandre Gaúcho, André Vieira, Carlos Alberto, Magno, Nildo, Antonio Carlos, Dega, Jé, Scheidt, Jacques. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Botafogo 1995

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O Fogão, campeão do Brasileiro de 1995, com o mítico Tulio Maravilha, não ficaria de fora. Tulio foi artilheiro da competição com 23 gols. O Botafogo eliminou o Cruzeiro nas semi-finais e encarou o Santos na finalíssima.

Time: Wagner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva. Leandro Ávila, Jamir, Beto e Sérgio Manoel. Donizete e Tulio. Reservas: Carlão, Cláudio, Wilson Mineiro, Marcio Theodoro, Eliomar, Grotto, Guto, Moisés, Julinho, Iranildo, Marcelo Alves, Narcízio, Dauri e Niki.

Cruzeiro 1996

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Esse esquadrão azul celeste derrotou, em uma final de Copa do Brasil, o poderosíssimo Palmeiras de Luxemburgo, que contava com Cafu, Júnior, Rivaldo, Djalminha, e Luizão. De virada, em pleno Parque Antarctica. Esse time ainda foi o líder da primeira fase de pontos corridos, do Brasileirão, mas caiu nas quartas para a ótima Portuguesa, que faria a final contra o Grêmio.

Time: Dida, Vitor , Gelson , Célio Lúcio , Nonato , Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha, Marcelo Ramos, Roberto Gaucho. Reservas: Ueslei, Marcos Teixeira, Edmundo, Luis Fernando Flores, Jean, Leo, William Andem, Reginaldo, Serginho, Belletti , Lelei, Rodrigo Posso, Harley. Técnico: Levir Culpi

Muitos desses atletas permaneceram na equipe para a conquista da Libertadores de 1997.

Palmeiras 1996

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Nesta década, ninguém montou mais máquinas que o Palmeiras, que em 1996, ainda sob o comando de Luxemburgo tinha um supertime. Na referida temporada, o Verdão conquistou o Paulista, quando formou o ataque dos 100 gols, foram 102 gols em 30 jogos, uma média de 3,4 por partida. O desempenho do restante da temporada não foi tão vitorioso, amargou o vice da Copa do Brasil, e a eliminação nas quartas do Brasileirão para Grêmio, campeão daquele ano. Ainda assim, foi um timaço pra quem viu.

Time: Velloso, Cafu, Sandro Blum, Cléber e Júnior. Amaral, Flavio Conceição, Djalminha e Rivaldo. Muller e Luizão. Reservas: Elivelton, Claudio, Paulo Isidoro, Alex Alves, Cris, Gustavo, Osio, Galeano. Técnico: Luxemburgo

Portuguesa 1996

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A Lusa de 1996 passou perto de dar uma alegria épica à sua pequena, porém apaixonada, torcida. Dirigido pelo eterno técnico da Lusa, Candinho, e com a presença de Clêmer, Capitão, Galo, Caio, Zé Roberto, Alex Alves e Rodrigo Fabri, a Portuguesa eliminou o líder da primeira fase, Cruzeiro, e o rival Atlético, de Taffarel, Euller e Renaldo, chegando à final com moral para encarar o Grêmio. E passou perto, a Lusa venceu a primeira partida por 2×0 e até os 39 do segundo tempo da partida de volta, no Olímpico, era campeão. Mas Aílton fez 2×0 para o Grêmio, que tinha a vantagem do empate pela melhor colocação na 1ª fase.

Time: Clemer, Valmir, Emerson, Marcelo e Roque; Capitão, Gallo, Zé Roberto e Caio. Rodrigo Fabri e Alex Alves. Técnico: Candinho

Vasco 1997

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Muitos dizem que Edmundo poderia ter sido eleito o melhor jogador do mundo em 1997. Ele comandou o Vasco no título do Brasileiro daquele ano e estabeleceu o recorde de gols marcados em uma edição do campeonato, 29 gols (marca quebrada somente por Washington em 2004, nos pontos corridos, quando foram disputadas 46 partidas). Mas nem só de Edmundo viveu esse grande time vascaíno, confira:

Time: Carlos Germano, Valber, Mauro Galvão, Felipe. Nasa, Luisinho, Juninho Pernambucano e Ramon. Edmundo e Evair. Reservas: Márcio, Maricá, Filipe Alvim, Alex, César Prates, Fabrício, Pedrinho, Mauricinho, Sorato, Luis Cláudio e Brener. Técnico: Antônio Lopes

Abaixo, o jogo em que ele destruiu com o Fla e fez a épica comemoração do rebolado.

Atlético Mineiro 1999

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Outro que não levou, mas que deixou um lugar guardado no coração do torcedor. Principalmente dos atleticanos, que estiveram perto de conquistar o bicampeonato nacional diante da fortíssima equipe do Corinthians, já representada neste Top. O Galo perdeu, mas vendeu caro a derrota para o Timão (3×2, 2×0 e 0×0). Nessa temporada, o Galo conquistou o Campeonato Mineiro.

Time:  Velloso; Bruno, Galván, Cláudio Caçapa e Ronildo; Gallo, Valdir, Belletti e Robert; Marques e Guilherme. Reservas: Kléber, Edgar, Mancini, Lincoln, Adriano, Curê, Hernani, Sandro Barbosa, Cairo, Valmir.

Corinthians 1999

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Outra máquina que foi montada a partir da temporada anterior, que também foi vitoriosa. Afinal, o Timão conquistou o Brasileirão em 1998, diante do Cruzeiro. Em 1999, com ainda mais reforços, levou o Paulista e o Brasileiro, diante de outro mineiro, o Galo.

Time: Dida, Índio, Gamarra, Adilson Batista e Kléber. Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho. Edílson e Luizão. Reservas: Maurício, Augusto, João Carlos, Gilmar, Marcio Costa, Edu, Marcos Sena, Dinei, Fernando Baiano. Técnico: Luxemburgo

São Caetano 2000

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A partir desta temporada, o São Caetano virou Azulão. O sucesso meteórico da equipe se deu a partir da Copa João Havelange, quando o São Caetano foi campeão do Módulo Amarelo, que correspondia à Série B, que levava às oitavas da Copa João Havelange. Até a final, o Azulão passou por Fluminense, Palmeiras e Grêmio. Na decisão, deu Vasco.

Time: Silvio Luiz, Japinha, Daniel, Serginho e César. Adãozinho, Claudecir, Aílton e Esquerdinha. Adhemar e Wagner. Técnico Jair Picerni

Vasco 2000

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Sensacional o Vasco de 2000, que conquistou a Taça Guanabara e foi vice daquele Mundial de Clubes que a FIFA inventou, isso ainda no início da temporada. Ao final, levou a Mercosul, com a ESPETACULAR, ÉPICA, MONSTRUOSA, virada em cima do Palmeiras na segunda partida da final, em pleno Parque Antarctica. Esse Vascão ainda conquistou a Copa João Havelange contra o São Caetano.

Time: Helton, Jorginho, Odvan, Junior Baiano e Felipe. Paulo Miranda, Nasa, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista. Euller e Romário. Reservas: Márcio, André Silva, Valkmar, Henrique, Géder, Zezinho, Mauro Galvão, Luisinho, Alex Oliveira, Pedrinho, Viola, Maricá, Luiz Claudio, Jorginho Paulista, Alexandre Torres, Clébson, Gilberto, Fábio. Técnico: Joel Santana

Qual foi o melhor time da década de 90?

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