Pitacos do Vidane #02 – Time grande cai SIM! | FUTIRINHAS

Pitacos do Vidane #02 – Time grande cai SIM!


Fiéis súditos do príncipe lindo do futebol moleque! Estou de volta nesse meu blog maravilhoso trazendo a palavra definitiva no que se refere a chutar uma bola de três dedos. Primeiramente quero agradecer pela recepção à minha coluna de estreia, na semana passada, sobre a seleção de Manolo “Charlinho” Menezes. Fiquei muito feliz com os comentários, a participação e tudo o que envolveu! Espero a mesma dedicação para com a coluna de hoje, meus queridos!

Vou comentar aqui um assunto delicado. Eu diria até um pouco polêmico (me recuso a fazer piada com mamilos, pois eles são coisa séria – a cereja no bolo das tetas). Ouvi a minha vida inteira muita gente dizendo um velho (e estúpido) bordão: ‘time grande não cai’. Basicamente, os únicos que ainda falam isso com certa soberba são flamenguistas, são-paulinos e santistas.
Começo aqui dando um recado a torcedores, como eu, de times menores – além do Vasco, meu time do coração, eu sou torcedor fervoroso da locomotiva grená, a gloriosa Ferroviária de Araraquara. Para o torcedor de verdade, não importa o campeonato: seja série B, C, D, A2 do Paulistão ou até mesmo a segundona do Maranhense, o que importa é vencer. Ouvi o Souza, jogador do Cruzeiro (aquele mesmo, que o Vampeta chama de Bambi) dizer isso nesse fim de semana: para o jogador, o profissional que dá o sangue dentro de campo, não existe empate ou derrota – só a vitória importa.

Não há nada de vergonhoso em disputar uma divisão menor, como a série B. Não há nada de errado em vencer uma divisão menor, inclusive. E nem é obrigação, a time nenhum, assim como a série A também não é. É claro que uma divisão menor quando recebe um time com mais verba e reconhecimento acaba sendo um pouco desequilibrada – mas até isso deixou de ser verdade absoluta nos últimos anos, vide a campanha do Grêmio em 2007.

E é claro que eu estou falando isso por um motivo em especial. Pelo time do meu pai, da minha namorada, do meu sogrão e um time pelo qual, tirando toda a sacanagem, tenho muito respeito. O Guarani da capital, a Lusinha da Pompéia, o Goiás do sudeste, Camarões do Brasil: Sociedade Esportiva Palmeiras, verdão de São Marcos, Ademir da Guia e do craque Aparecido Paulino – o genial Evair.

Sou de Araraquara, cidade que recebeu o Palmeiras nos últimos dois jogos em casa – teoricamente – que teve, contra Coritiba e Cruzeiro. E, como bom filho e namorado, fui aos dois jogos – na verdade, mais do que por isso: eu realmente quis ir. Gosto de futebol, e não é sempre que posso ver o Palmeiras jogando no estádio – ainda que não seja aquele Palmeiras que todo mundo esperava, continua sendo o histórico clube que é, sim, gigante. Gigante por sua história, gigante por sua torcida e gigante pelo que representa – mas não pelo elenco atual.

O Palmeiras vive um drama que muitos times grandes viveram nos últimos cinco anos – incluindo Santos, Fluminense, Vasco, Flamengo e até o seu maior rival, Corinthians. A desatenção e a fé no (estúpido) bordão ‘Time grande não cai’ levam o time a descuidar de tanta forma que, há seis rodadas do fim, não dependa só de si mesmo para permanecer na primeira divisão. Primeira divisão, esta, que é o verdadeiro lugar do Palmeiras. Do Palmeiras histórico, repito, do gigante Palmeiras.

Mas ora, ó Vidane, majestoso Príncipe Lindo do futebol maroto e envolvente que é capaz de promover a paz na Terra – indagam os inteligentes leitores – mas não foi você mesmo quem disse há poucas linhas atrás que não é vergonha alguma disputar uma divisão menor? Com certeza, disputar não é vergonhoso. O que é triste – e sacrifica a alma do torcedor – é ver o descaso do caminho ao descenso. Ver dirigentes, equipe e treinador aceitando o fato iminente como se fosse inevitável, e, abraçando o cruel destino do rebaixamento. Isso me envergonha.

E o Palmeiras, há algumas rodadas, havia aceitado esse caminho. As decisões tomadas pela equipe – dentro e fora do campo – mostravam que o pequeno Palmeiras estava com medo. A popular dependência de Marcos Assunção deu lugar à super-dependência de Barcos – competentíssimo centroavante, que é sim capaz de carregar esse time nas costas, como vem tentando fazer – e a falta de vontade de lutar era evidente. A brincadeira deu lugar à seriedade, e o discurso de ‘Campeões da Copa do Brasil’ deu lugar a ‘faremos o possível para não cair’. E esse é o problema: Palmeiras, para você, fazer apenas o possível é pouco!

Fazer o possível para não cair é o que fazem – com o perdão aos torcedores dos mesmos – Figueirense, Atlético Goianiense, Portuguesa, Sport e outros com a mesma verba e representatividade. O Palmeiras merece mais, e parece estar buscando mais! Os últimos dois jogos, com o retorno daquele que é o principal jogador da equipe e artilheiro (e com uma ressalva especial para o retorno de Wesley, que jogou o que não podia num verdadeiro sacrifício), representaram outro time: com garra, fibra, e orgulho próprio. Vi contra o Cruzeiro Um time que não quer aceitar o rebaixamento, e vai seguir se debatendo até a última rodada para escapar, nem que seja por um gol no saldo, ou por um cartão amarelo.

Mas, derrubando o mito, time grande cai. E além de cair, se levanta. Ou alguém se esqueceu de que há quatro anos, o atual campeão da Libertadores disputava uma série B? Ou alguém se esqueceu de que o Vasco que jogou em alto nível todas as competições que disputou no ano passado, é o resultado do trabalho de um time que venceu uma segunda divisão? Ou alguém se esqueceu de que o mesmo Santos que arrepiou o Brasil em 2010 se salvou por um gol no saldo no Brasileirão de 2009?

Se a queda vier, Palmeiras, que seja o gigante que a enfrente. Se não vier, tenho a certeza de que quem se salvou foi o gigante. E que esse mesmo gigante tome controle da situação e dê um ultimato ao pequeno Palmeiras, dizendo: ou morre agora, ou morremos juntos na praia. E que o mate agora, devore os seus oponentes e se console com a permanência na sua verdadeira casa – pois senão, o sofrimento virá. E machucará. Mas é possível encontrar alegria na dor, e glória nas lágrimas – e o obstáculo uma vez vencido, deverá ser novamente ultrapassado.

Desejo boa sorte a todos os palmeirenses, e que não percam a fé.

Abraços do Príncipe. Sem beijo pras gata hoje porque eu tô difícil kkk

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