Soltando o grito engasgado de campeão

Texto do meu camarada Mário Júnior

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Desde aquela final ano passado, tinha alguma coisa entalada na minha garganta. Algo que não sabia o que era, mas me machucava demais. Hoje consegui descobrir, era o grito de campeão! Grito que queria soltar na copa do brasil ano passado, só que ao invés de soltar, acumulou mais ainda.
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Não dormi direito às 3 noites antes do jogo. Ansiedade e angustia que não passava de jeito nenhum. Seria mais uma vez, mais um quase, mais uma frustração? Será que ouviríamos os palmeirenses zoando o Santos, esfregando o time cheio de contratações e principalmente falando do rap do Robinho? Não poderia ser, e não foi (GRASSADEUS).
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Sei que futebol não é merecimento, as vezes isso não garante nada, mas tenho que destacar 4 jogadores em especial. Não desmerecendo os outros jogadores, todos são merecedores e foram muito importantes, mas esses quatro em questão merecem muito mais que um destaque nesse meu texto.
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O primeiro deles é o Robinho. Muito ídolo, sempre mostrou que o santos é sua casa e não importa o quão grande é a crise muito menos quantos clubes querem o contratar. Sempre deixou muito claro que não joga apenas pelo dinheiro e sim pelo amor que tem pelo clube, o que é muito raro. Venceu seu primeiro título dentro da Vila Belmiro e eu sou muito fã dele. Por ele me tornei santista, e ele é, pra mim, o maior ídolo do santos pós Pelé.
Em seguida, Ricardo Oliveira. Chegou desacreditado, até por nós santistas. Pela idade avançada, muitos de nós se preocupou se ele poderia render algo ao time. Contrato até o final do paulista seria uma opção muito boa pro Santos, pois se ele não rendesse, mandaria embora e não teríamos prejuízo. Só que o cara mandou muito bem! Além  de artilheiro do campeonato, ele foi o craque. Encheu de esperanças e de orgulho os olhos dos santistas com golaços de todos os jeitos, chapéu no goleiro, cavadinha, pênalti, chute, cabeçada… enfim, foi completo, foi o que precisávamos depois de um ano horrível com Leandro Damião.
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Em terceiro, Vladmir. No clube desde a base, sempre foi reserva. Viu seus companheiros de base subir, ter chances e sair do time. Viu novos goleiros chegarem e nada de ter sua chance como titular. Jogou alguns jogos, mas nunca foi uma sequencia tão grande e ainda combinou com algumas más atuações o que deixou todos os torcedores totalmente receosos com o arqueiro. Nosso problema no gol parecia ter sido resolvido quando o Vanderlei chegou, mas aí o destino resolveu brincar um pouco. Em uma infelicidade do Rildo (se se lembram bem, o mesmo que perdeu um dos pênaltis na final ano passado) acabou contundindo o titular. Seu reserva imediato: Vladmir. Na hora todos os torcedores praticamente imploraram uma chance ao Gabriel Gasparotto, o terceiro goleiro também revelado na base do santos. Mas isso pareceu motivação para o Vladmir. Ficou 3 jogos sem levar gols e até no jogo contra o Corinthians, quando levou um gol, foi um dos destaques do jogo, pegou de mais! Depois disso, só alegrias e a recompensa foi na final. Fez grandes defesas e pegou um dos pênaltis.

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Por último, David Braz. Sem palavras, a sua trajetória é uma montanha russa. Chegou envolvido numa troca com o Flamengo (Ibson pelo Galhardo e ele). Chegou no santos, falhou algumas vezes e não teve espaço. Foi emprestado para o Vitória, onde não teve espaço novamente. Além disso, o clube baiano queria devolver o jogador e o clube santista não o queria de volta. Em 2014 voltou ao santos e antes de ser emprestado novamente, ficou no clube por falta de opção. Em determinada parte do campeonato, alguns jogadores da zaga titular e reserva do santos se lesionara, o que praticamente forçou o Santos a escalar o David como titular em boa parte da reta final do Paulista daquele ano. Inclusive naquela semi final contra o penapolense que falhou junto com o Aranha. Ele deu a volta por cima, acumulou boas atuações e, aos poucos, foi ganhando confiança. Quanto aos torcedores, o que parece é que foi pegando um a um e fazendo mudar de ideia. Gradativamente foi cativando e caiu nas graças. Hoje, titular incontestável da zaga e um dos líderes dentro e fora de campo. David Braz pra mim, é o maior merecedor de gritar campeão hoje. Pela sua carreira cheia de altos e baixos, por participar dos momentos ruins do time e por sempre jogar com muita raça e disposição.
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Mais uma vez a disputa foi nos pênaltis. Eu quase morri do coração. Lembro-me bem do clima ano passado na saída do Pacaembu e jamais queria passar por isso de novo. Não queria mais uma vez chorar de tristeza. No final tudo deu certo e meu choro foi de alegria.
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Contra tudo e contra todos, começamos o ano totalmente desacreditados, com crise financeira da antiga gestão, sem grandes contratações, mas mantivemos a base, seguramos jogadores importantes e trouxemos o que tinha disponível dentro da realidade do Santos. Substituímos a pressão por muita união e fomos campeões. Eu estou falando dessa forma, como se fosse um integrante da comissão técnica, jogador ou até mesmo dirigente do clube, porque me sinto assim. Faço parte desse título, não só eu, como todos os santistas que gritaram, empurraram e sempre acreditaram. Assim é o Santos, esse é o sentimento que estou acostumado, esse sentimento forte que não consigo explicar de forma alguma, sentimento maior no mundo não há. E não pensem que estou escrevendo essas coisas apenas porque foi campeão, escreveria do mesmo tamanho se tivesse perdido, porque como diz muito claro no hino: “seja qual for a sua sorte, de vencido ou vencedor”.
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Isso sim é um orgulho que nem todos podem ter!
Santos sempre Santos, campeão paulista de 2015 com muito orgulho!

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