Verdão #7 – 1993, o fim do jejum

Por Jefferson Pereira 

PALMEIRAS X CORINTHINAS

Há exatos 20 anos, no dia 12 de junho de 1993, o Palmeiras conquistava o Campeonato Paulista após o maior jejum de títulos de sua história, um calvário que durou 17 anos e trouxe muito sofrimento para a torcida palestrina.

Naquela tarde de domingo, o time entrou em campo mordido por causa das provocações feitas durante toda a semana. O Verdão era dono da melhor campanha nas fases anteriores e tinha vantagem na grande final. No entanto, foi derrotado pelo Corinthians na primeira partida, pelo placar de 1 a 0. Na comemoração do gol, o centroavante corintiano, Viola, ficou de quatro no gramado imitando um porco. Nessa época a torcida já havia adotado o animal como mascote, mas o gesto de Viola feriu a auto-estima dos palmeirenses, que estavam há muito tempo sem comemorar uma conquista.

A segunda e decisiva partida foi uma verdadeira batalha, num Morumbi lotado, com mais de 104 mil pagantes. Os jogadores do Palmeiras entraram motivados e sufocaram o Corinthians desde o início do jogo. Os 90 minutos terminaram com o placar de 3 a 0 para o Verdão, gols de Zinho, Evair e Edílson.

O regulamento previa que se houvesse empate em número de pontos nos dois jogos finais (não havia critério de saldo de gols), deveria ser jogada uma prorrogação, que na prática seria como uma terceira partida, onde o Palmeiras tinha vantagem do empate por ter a melhor campanha. As esperanças corintianas foram enterradas de vez quando Evair marcou de pênalti e decretou o fim do jejum palmeirense.

Durante os anos seguintes o Palmeiras levantaria várias outras taças: 3 Campeonatos Paulistas, 2 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, 1 Copa Libertadores, além de outros títulos de menor expressão. Entretanto, o título paulista de 93 ficou marcado na história como algo especial, como o símbolo da retomada dos dias de glória e como o fim do pior jejum na vitoriosa história da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Todo palmeirense que explodiu de alegria naquele dia 12 de junho de 1993, ao ver seu time campeão, hoje se lembra com saudade, mas também com a certeza de que os tempos ruins não são eternos e de que a fase atual em breve irá mudar. Porque quando um gigante tropeça é muito mais difícil para se levantar, mas quando isso acontece os adversários tremem, porque sabem que serão esmagados novamente.

“Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense, é simplesmente impossível!”.

 Joelmir Beting

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